segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pequeno Guerreiro Fernando e mamãe Graziela em: Prematuro a luta pela vida

Fernando (lindo!) aos 11 meses.
Mesmo tendo nascido de 37 semanas
enfrentou uma grande batalha
por sua vidinha.
Sempre sonhei em ser mãe e após 5 anos casados resolvemos que precisávamos de mais alguém, precisávamos formar uma família, com o diz uma amiga minha “um casal é um relacionamento, uma casal com filhos é uma família”.

Fui a ginecologista, segui a risca todos os exames que ela me passou,  tomei acido fólico durante 4 meses, tudo estava correndo muito bem, em setembro/2009, na primeira tentativa já fiquei grávida, foi uma felicidade.

Durante a gestação tudo correu normalmente até os 6 meses,  foi quando eu fui a uma consulta de rotina e descobri que estava com pré-eclâmpsia. Tinha seguido tudo corretamente, tomado todos os remédios, engordei durante a gestação somente 9 quilos.  Após descobrir a minha situação, eu me afastei do trabalho, passei  2 meses deitada, o que me deixava com muita dor nas costas, tomei injeções para amadurecer os pulmões do Fernandinho e cortei totalmente o sal.

Porém todo o meu cuidado não evitou que meu príncipe viesse ao mundo antes da hora. No dia 24/05/2010 sai para uma ecografia de rotina e descobri que o liquido amniótico já estava abaixo do recomendado.

Fui direto para a maternidade, minha médica marcou a cesárea  para as 11:00, já sabia que meu filho poderia nascer pequeno, pois devido a pré-eclâmpsia a nutrição da criança acaba ficando prejudicada, apesar de tudo tinha esperanças de que ele fosse magrinho, mas com tamanho suficiente para ir para casa, já que ele nasceu de 37 semanas.

Infelizmente não ocorreu, meu filho nasceu de cesárea as 11:35 do dia 24/05/2010, com 1,950 kg  e 41 cm, tamanho que não foi suficiente para evitar a hipoglicemia que ele teve após o nascimento.  O pediatra me avisou que teria que leva-lo a UTI Neonatal, para que ele pudesse se recuperar da hipoglicemia, e que no máximo em uns 5 dias ele estaria em casa, pois não tinha mais nenhum problema aparente, respirava forte (graças as injeções que tomei na gestação).

Já no primeiro dia de internamento descobrimos que  não era somente a hipoglicemia, ele simplesmente não conseguia ficar com o leite no estomago, tudo que tomava vomitava.  Demorou 10 dias para chegar aos 2 kgs, pois continuava a vomitar. Apesar de ainda estar vomitando, teve alta da UTI, pois os médicos explicaram que ele vomitava pela imaturidade e com o tempo iria melhorar.

Fomos para casa muito felizes por termos nosso guerreiro nos braços, porém os vômitos continuaram.  Levei o Fernando na consulta na primeira semana e informei a situação a pediatra, ela pediu para que ficássemos atentos a situação.  Após 10 dias em casa, ele continuava a vomitar cada vez mais e a perder peso cada vez mais. Decidimos então leva-lo ao Pequeno Príncipe,  lá descobri que teríamos que ficar internados devido ao baixo peso do meu pequeno. 

Não fiquei tão preocupada por que iriamos ficar no quarto e eu poderia acompanha-lo durante o internamento.  Após uma semana internado os vômitos não cessaram, mas como ele havia ganhado peso, a pediatra informou que passaria no hospital no período da tarde para nos dar alta.

Foi então que começou meu sofrimento de verdade, nada comparado aos 10 dias de UTI Neonatal. Estava dando mama, ao meu guerreiro quando  minha mãe entrou no quarto, levantei a cabeça por um instante para recebe-la e quando voltei a olhar para ele, vi meu filho inteiro roxo, parecia até estar morto, não deu nenhum grito, não chorou, não fez nada.  Fiquei desesperada e sai pelo hospital a procura de alguém que pudesse me ajudar. A pediatra  que já estava no hospital, levou ele direto para a UTI, foram momentos aterrorizantes sem noticias. Após uma meia hora ela me chamou e disse que ele já estava estável e  que iriam investigar.

Após um dia e uma bateria de exames, descobriram que ele estava com meningite e que corria risco de vida. Teria que tomar antibióticos e permanecer na UTI por 14 dias (prazo do remédio). Com ajuda de Deus e dos médicos ele se recuperou da meningite e recebemos alta de UTI.

Porém no quarto ele tornou a ficar roxo, voltando no mesmo dia para UTI, tinha adquirido uma infecção de pele, teve então que ficar mais 14 dias (prazo do antibiótico novamente). Além disto duas outras coisas preocupavam os médicos, seu temperamento  (era um garoto muito agitado) e o fato de que ainda não conseguia se alimentar sem vomitar. Chorava de fome, eu colocava agua com açúcar nos lábios dele e via meu filho desesperado por sugar, eles cortaram sua alimentação oral e estava somente na alimentação parental, já que nem a alimentação via sonda parava no estomago dele.  Foram feitos exames inúmeros, inclusive de erros inatos, para verificar se o temperamento dele e os vômitos teriam alguma causa genética.  Nada foi encontrado...

Após 40 dias de UTI, apesar de não ter parado de vomitar, meu príncipe foi liberado para o quarto, já estava curado das infecções.  Dia feliz para meu marido, bem no dia dos pais.  Os médicos acharam que era o leite, porém apesar de estar tomando uma leite antialérgico, que comercialmente custava  R$ 500,00 , ele não parava de vomitar.

Com a ajuda de Deus e o amor por nós oferecido, já com 4 meses de vida,  e 2,8 kg de peso, ele começou a melhorar, já aceitava 10 ml de leite, depois 20,  30 e 40 . E finalmente recebemos alta, o dia mais feliz de minha vida, apesar de não sabermos o que o fazia vomitar finalmente ele melhorou.

Ele está agora com 1 ano e 11 meses, muito esperto, ainda tem temperamento forte, mas na mais parte do tempo é uma garoto tranquilo, e é até gordinho. Já não toma mais o leite antialérgico, demorou para rolar, para gatinhar e ainda não anda e não fala. Mas é muito inteligente e se comunica com os olhos, sabemos tudo que ele quer somente pelo olhar. Sou agradecida a Deus pelo presente que me deu, pela oportunidade de crescimento, já que tudo que passamos, eu meu marido e família, nos deixou mais unidos e com uma espiritualidade que antes não existia no nosso lar. Obrigada Deus pelo anjo que mandou para mim, meu Fernandinho.

Editado por Monica mãe de Beatriz

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