segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pequena Guerreira Luiza e mamãe Erica em: Prematuro, a Luta Pela Vida

Pequena GRANDE Guerreira
Luiza,
quando ainda estava na UTI.
Erica aprendeu, através da fé e da perseverança, que a vida tem seu próprio ciclo e que calma e amor são so grandes lemas da mãe de UTI. Acompanhe a história da Pequena Guerreira Luiza.

Meu nome é Erica e tenho 40 anos, tenho uma filha de 13 anos, a Lorena, e há dois anos e meio sou casada com Elton. Sempre desejando um bebê, desde que me casei. Em 2010 resolvi que era a hora porque fiz meu plano de saúde e esperei o período de carência, inclusive se nascesse prematuro, mãe pressente...

Dia 28 de março veio a confirmação. Positivo! Dia 5 de maio já estava na primeira consulta de pré-natal com uma médica em Cabo Frio. Como moro em São Pedro da Aldeia, resolvi mudar de médico por indicação de umas amigas e a consulta seguinte foi com o novo. Um médico distante, resumindo não deu a menor atenção a uma infecção urinária e muito menos à minha pressão, que começou a alterar dia 01 de setembro pra 14x10, disse que estava normal dentro do limite! Dia 22 de setembro, começou minha via sacra por médicos e hospitais até que caí nas mãos de um santo médico que avaliou meu histórico numa consulta no dia 3 de outubro, e depois de vários dopplers, resolveu fazer o parto dia 8 de outubro. Foram quatorze injeções para o pulmãzinho do bebê, que já estava em sofrimento, não crescia e estava com duas voltas do cordão no pescocinho... era chegada a hora!

Fiquei muito nervosa durante a cesárea. Quando vi minha bebê por um segundo, meu “pacotinho" iria direto para a UTI direto, fiquei muito receosa. O chorinho dela parecia um miado de gatinho! Com 1,265 quilos e 37 centímetros. Pedi para o anestesista me colocar pra dormir, eu queria apagar... Nascia, então, a Luiza e uma nova Erica!

No dia seguinte de manhã, pude conhecer minha filha Confesso, fiquei nervosa, não sabia o que encontraria. Quase morri quando vi minha pequena cheia de tubos acessos, pics, aparelhos... As notícias médicas não eram boas, um bebê gravíssimo, precisava esperar as 72 horas de máximo risco. Luiza chegou a pesar 1,160 quilos. Tive alta do hospital e voltei pra casa de braços vazios. Que sensação horrível, a pior da minha vida, e tendo que falar com as pessoas que perguntavam. Muito triste.

Nos dias que se seguiram não foi diferente, ela continuava grave só que estabilizada. Estável para os íntimos! Sem intercorrências, palavra que me perseguiu por dias e dias. Passei a ir todos os dias na UTI. Sem descanso, sem resguardo, com muitas lágrimas e esperança! As pessoas falam de repouso, eu aprendi a dizer a frase sábia: "MÃE DE PREMATURO NÃO TEM RESGUARDO". Deus protege.

Muitas intercorrências nesse período. Antibiótico trocado depois da primeira semana, convulsões, risco de sequelas. Minha filha, quando chegou à UTI foi pro CPAP, o respirador menos agressivo. Porém ela só agüentou por quatro dias e precisou ser entubada por 32 dias. A cada dia acompanhava a gasometria, para saber os níveis do respirador. Fui curiosa por 45 dias! Perguntava da dieta, se tinha resíduo do leite e do peso que diariamente acompanhava, um dia ganhava outros perdia. Uma gangorra de esperança. Ela começou com 1 mililitro de leite, vocês têm noção?! Foi subindo gradativamente e eu festejando, porque tirava meu leite na bomba para darem a ela todos os dias. Com uma semana, uma enfermeira foi muito fofa e fez canguru, mesmo ela cheia de tubos. Não tenho como falar da minha emoção de pegar minha filha no colo e senti-la no meu peito com 1,250 quilos. Não tem palavras que exprima esse sentimento. Mas não pude sempre, depois desse dia foi só mais dois de canguru mas cada um valeu a pena.

Ficava horas e horas ao lado dela, conversando com a mão nela para ela me sentir ali. A hora de ir embora era horrível. Minha vontade era de abrir aquela caixinha, pegá-la e dizer “dá que é minha!” É estranho e triste não termos autonomia sobre nossos filhos. Quando ela fez 1 mês, fiz um bolo e levei pra UTI. No dia seguinte tive um presentão, ela por si só puxou os tubos e decidiram tentar o CPAP. Daí pra frente só progressos. Em 13 dias ela já estaria em casa.

O que tenho a dizer? Tenho a agradecer a Deus e a todos que oraram pela minha filha, e dizer que muitas vezes pensei que não conseguiria suportar. E pior, que minha pequena não resistiria. Eu estava subestimando uma guerreira que veio ao mundo para alegrar minha vida e da nossa família e veio para VIVER!

Às mães que estão passando por essa dolorosa experiência, tenho que dizer: tenham calma, porque nossa expectativa é grande, mas o progresso é lento. Tudo é no tempo de Deus e dos nossos bebês, de uma hora para outra, uma reviravolta e logo a alta, foi assim comigo. Foram 45 dias de lágrimas, espera, cansaço. Porém a felicidade de sair de lá com ela nos meus braços, sem sequelas, não teve preço. Vou guardar pelo resto da minha vida. Espero levar um pouco de esperança para mães que, como eu, buscam conforto na internet. Esse site e as histórias me ajudaram muito a acalmar meu coração e a respeitar o tempo.
Um beijo meu e da minha pequena grande guerreira Luiza!

”Se DEUS a enviou para caminhos rochosos, ELE irá fornecer-lhe sapatos fortes”


Editado por Monica mãe de Beatriz

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