segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Laura e mamãe Regiane em: Prematuro, a Luta Pela Vida

A fofa da Laurinha!
Regiane contou com o apoio da família ao precisar mudar de estado para manter a gestação da Pequena Guerreira Laurinha. Acompanhe essa linda história cheia de gratidão.

Sou casada há quase dez anos com o Gil, já tínhamos o Leo de sete anos e resolvemos engravidar. Fiz o primeiro de urina e nada. Passado um mês, fiz de novo e nada. Passado dois meses sem menstruar, fiz o exame de sangue. O resultado: já estava grávida de quase três meses! Estava muito feliz porque queria muito outro filho, em setembro fui fazer o primeiro ultrassom e já deu para ver que era menina. Minha princesinha Laura. Com seis meses de gestação, fui à minha médica, no final de novembro, ela constatou pressão alta e o líquido amniótico diminuído. Me medicou, pediu para diminuir o sal e fazer repouso. Como a médica não era na minha cidade, pediu para que fizesse o controle da pressão no posto de saúde. E assim o fiz.

No dia 20 de dezembro, antes de ir ao salão, passei no posto para aferir a pressão e já estava 16/12, mesmo sem sentir nada de mais. Liguei para a médica, que estava viajando e me medicou por telefone, pois a consulta já seria dia 22. No dia da consulta, a médica resolveu pela minha internação, pois a pressão estava muito alta. Passei o Natal internada fazendo ultrassons todos os dias. Fui avisada que a gestação não iria até o final, mas quanto mais tempo conseguíssemos segurar a bebê dentro de mim, melhor seria. Nosso Natal não foi dos melhores, mas o mais importante era a saúde da Laurinha. Dia 28 tive alta, porém a médica pediu que não voltasse para minha cidade, que ficasse em Poços de Caldas, na casa da minha cunhada que morava próximo ao hospital. Assim faria o controle da pressão na própria maternidade.

Dia 4 de janeiro meu mundo desabou. Num dos ultrassons, o médico me avisou que seria necessária uma cesárea de emergência, pois minha pressão continuava alta e o bebê estava em sofrimento fetal. Segui para a amternidade, em seguida chegou meu marido e toda a família. Eu só chorava de medo e angústia. Tinha medo de morrer e largar meu Leozinho. Então começou a luta, na maternidade que eu estava, não havia vaga na UTI Neonatal. Graças a Deus, o noivo de uma prima trabalhava na USP de Ribeirão Preto e nos conseguiu uma vaga no Hospital das Clínicas. Para liberar minha transferência, precisava de uma ambulância com um médico acompanhando. Minha médica desmarcou seus compromissos e foi comigo. Lá foi feita nova bateria de exames d decidiram me manter internada por mais alguns dias antes do parto. Quanto mais dias ela passasse no meu ventre, menos dias passaria na UTI.

Eu chorava muito. Estava longe da minha casa e do meu filho. A prima do meu esposo, que morava em Ribeirão, ia me visitar todos os dias, o que ajudava bastante. Todos os dias fazia ultrassonografias e escutava seu coraçãozinho, sempre batendo muito forte. Foram longos onze dias. Pedia a Deus que me desse forças e a mantivesse comigo, que resolvesse logo aquela situação. Chegou o dia em que, no ultrassom de rotina, a médica constatou que meu líquido já havia secado e que a neném já não se alimentava. Dia 15 de janeiro veio ao mundo a minha pequena, com 1,175 quilos e 38 centímetros. Escutei seu resmunguinho bem fraquinho e logo a levaram para a UTI. O Gil ficou comigo o tempo todo. Tentava se fazer de forte, mas me contaram que quando a viu toda entubadinha na UTI, ele chorou muito e ela apertou seu dedo com força, contou todo babão.

Fui ver minha princesa somente no outro dia. Que coisa mais triste deixar um filho para trás no hospital. O natural é que venham para casa mamãe e bebê, para que possamos acolhê-los e amamentá-los. Todos os dias íamos visitá-la. A cada dia era uma notícia melhor! Com três dias já respirava sozinha, era uma prematura bem tranqüila, diziam os pediatras. Ela ficou dez dias internada em Ribeirão e foi transferida para Poços de Caldas, onde fiquei junto com ela para adaptação. Ficamos por mais 27 dias. Ela engordava 20 gramas por dia, às vezes não engordava nada. As enfermeiras que cuidavam dela não acreditaram quando ela mamou ao seio com apenas 1,350 gramas. Disseram que era muito raro, pois prematuros demoram para pegar o bico do seio. Fiz amizades com outras mães, choramos juntas mas vencemos. O Gil e o Leo vinham nos visitar aos fins de semana, pois ele estava em aula e precisava ficar na nossa cidade.

O dia mais feliz foi quando Laura teve alta com 1,870 gramas, mamando muito e muito esperta! Laurinha foi um bebê bem bravo, a chamávamos de oncinha. Hoje, quase dois anos depois ela está ótima, andando, falando de tudo e não ficou com nenhuma seqüela. Só tenho a agradecer a Deus por tudo, passaria por tudo novamente. Às vezes brigamos com Deus, queremos entender porque acontece isso conosco. Hoje entendo que tudo tem seu propósito e somente Ele sabe o que é melhor, devemos apenas entender e aceitar.

Agradeço a toda minha família que torceu e rezou junto conosco, em especial ao Gil, que esteve o tempo todo do nosso lado. Amor é isso, é estar junto em todos os episódios de nossas vidas, nas horas difíceis, principalmente. Agradeço principalmente ao Leozinho, que teve de dividir a mamãe, tirou de letra e ainda cuidou do papai. A Ana Paula, que não mediu esforços e segurou a barra lá em Ribeirão Preto e não posso esquecer do Samuel, que se não fosse por ele, não sei para onde teriam me levado. À tia Reny, que largou tudo e foi ficar com a gente lá. À minha cunhada Elen, que todos os dias ficava com a Laura no hospital para que eu pudesse sair um pouco, nem que fosse por meia hora. Obrigada de coração por tudo.


Editado por Monica mãe de Beatriz

Quer ler aqui a história de seu bebê? Mande um e-mail com fotos e autorização para: pequenosguerreiros@hotmail.com.
Todas as histórias são editadas antes de serem postadas.
O Projeto Pequenos Guerreiros apoia a amamentação do prematuro ao seio.
Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.
O Projeto Pequenos Guerreiros é a favor da liberdade de credo.

3 comentários:

  1. Só temos a agradecer por tudo que a Laurinha representa em nossas vidas, quando ela nasceu nós achavamos que pelo seu tamanhinho ela era muito fragil, mas estavamos enganados, ela com sua garra foi se desenvolvendo dia a dia e se tornou um exemplo de vitoria!!! Hj a Laurinha é uma criança saudavel, feliz, amorosa é tdo de bom!! é a nossa guerreira!! a titia te ama muito!! Tia Elen.

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  2. Difícil escrever sobre essa emoção, a Laura foi um presente na nossa vida! Fico relembrando...ela passando dentro da incubadora tão pequena que chamou a atenção das pessoas que estavam no corredor, a enfermeira me chamou para ve-la, tao pequena que a mãozinha nao dava volta no nosso dedo... Ver ela tao esperta e linda é um grande orgulho! Madrinha te amo mto!! Ana Paula

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  3. Que prazer ter feito parte desta história... E esta não poderia terminar diferente senão com muitas felicidades, pois os criadores dela são pessoas maravilhosas (Gil, Regi, Leozinho, Tio Gilson, Tia Cida, Dona Renny, Ana Paula, Elen e outros mais que não estão na história descrita, mas não menos importantes, ou seja, a toda essa perfeita família) e que merecem essa vitória e muito mais. Sinto muito por não ter feito mais parte de tudo isso, porém erramos e cabe a nós pagar por eles!! Agora com lagrimas e muitas quero desejar a essa linda protagonista saúde, paz e felicidades e quem sabe um dia ainda não venho segurar sua mãozinha novamente... Beijos sinto grandes saudades e fiquem com Deus. Samu (Xú).

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