segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jorge, Helena e mamãe Sandra em: Prematuro, a Luta Pela Vida

A gatinha Helena,
exibindo toda sua fofura!
Sandra realizou seu sonho de ser mãe, depois de lutar contra as dificuldades antes, durante e depois da gestaçao. Conheça a história de Heleninha e Jorge, os Pequenos Guerreiros que fizeram de Sandra MÃE.

Helena é a realização de um grande sonho: nos tornarmos pais. Ela é fruto de um tratamento de FIV (Fertilização "in vitro"). Depois de vários anos de casamento e muitas tentativas frustradas de engravidar, recorremos à FIV. A implantação de dois embriões nos pareceu ser a melhor alternativa para que o tratamento fosse eficaz. Assim, doze dias depois da implantação recebemos a bela notícia de que eu estava grávida e poucos dias depois de que estava grávida de GÊMEOS!

Alguns problemas como pequenos sangramentos aconteceram desde o primeiro mês de gravidez e depois de dezessete dias do resultado positivo eu já estava de repouso em casa. Fiquei em repouso absoluto (só levantava para ir ao banheiro) até as 21 semanas de gestação quando entrei em trabalho de parto prematuramente. Neste momento fui impelida a interromper a gravidez, apesar dos bebês (uma menina e um menino) estarem bem, o colo do meu útero estava aberto e eu poderia perder os bebês e ter uma infecção no útero, o que impossibilitaria uma gravidez futura.

Neste momento fiz um ultrassom e vi os dois se mexendo sem nada saber do que estava acontecendo aqui fora. Decidimos, então, levar adiante a gestação mesmo correndo o risco de ser esta a última. Fiquei em repouso absoluto no hospital sem me levantar (nem para ir ao banheiro ou tomar banho) e depois de 38 dias meu colo do útero abriu totalmente. A cesariana aconteceu no dia 11 de julho de 2010 e os bebês com 25 semanas e 4 dias de gestação eram considerados por vários pediatras, inclusive uma das que fez a sala de parto, como inviáveis.

Nossos bebês nasceram muito deprimidos e foram entubados na sala de parto. Jorge, o menininho, pesava 660 gramas e Helena, nossa pequenina, 630 gramas. O parto foi uma experiência surreal para mim. Eu não acreditava que os bebês tinham nascido tão prematuramente, mesmo depois dos meus esforços, o choro baixinho dos dois ao nascer foi alguma coisa entre o mágico e o desesperador... Queria vê-los, mas sabia que poderia perdê-los brevemente.

Só pude ver meus bebês no dia seguinte às 11 horas. Me sentia fraca devido ao longo tempo de repouso e não conseguia andar - vi depois que este processo demoraria pelo menos 5 dias - tinha perdido o equilíbrio por ficar tanto tempo deitada. A minha primeira impressão é de que a fragilidade dos dois era tão imensa que qualquer toque poderia prejudicá-los, mas tinha esperança de que eles sobreviveriam. Como eu lutei por eles... E eles lutariam para ficar conosco.

Infelizmente o Jorge teve, aos 10 dias de vida, um dos pulmões perfurado por um acesso e a alimentação parenteral (alimentação venosa dada aos prematuros) foi toda para o pulmão. Ele entrou em choque e durante 9 longos dias fomos vendo nosso menininho morrer. Gosto de pensar que ele não sofreu muito... Enterramos não um bebê de 700 gramas, mas sonhos como os de vê-lo andar, balbuciar, sorrir, crescer e ser feliz. São as saudades do que nunca vivemos e que tornam a ausência tão profundamente dolorosa.

Helena ficou 110 dias internada na UTI neonatal, fez duas cirurgias, passou por sepses, paradas cardiorrespiratórias, transfusões de sangue e outras muitas situações que quero um dia não lembrar mais. Apesar de fazerem parte da história dela quero que os dias melhores sejam mais marcantes.

Ela hoje é um belo bebê de 1 ano e 5 meses e 11,650 quilos, que se alimenta via gastrostomia e luta com as seqüelas motoras de uma leucomalácia, que aconteceu devido a um erro de monitoramento pós cirurgia. Heleninha nos dá uma alegria imensa a cada gesto, cada vitória e cada sorriso... Vejam só que bela menininha é a nossa Helena... UM PEQUENO GRANDE MILAGRE!

Helena tem também um blog helenabrigolini.blogspot.com


Editado por Monica mãe de Beatriz

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