sábado, 30 de abril de 2011

Prematuros extremos - Vila Mulher

mesma fonte
Até a 21ª semana de gestação, Ana Paula Carvalho estava em plena condições de saúde. Mas logo após a consulta, ela sentiu os sintomas da pré-eclâmpsia e sua pressão arterial começou a subir.

Por este motivo, quando ela estava na 25ª semana, o parto teve que ser feito às pressas, pois mãe e bebê corriam riscos. E o pequeno Arthur acabou nascendo no dia 04 de agosto de 2006, com apenas 328 gramas e 23 centímetros de comprimento, menor que o tamanho de um régua escolar comum.

"Os médicos disseram que ele teria que ficar seis meses no hospital, mas a recuperação dele foi tão boa que após completar quatro meses ele já estava bem. Acredito que a natureza é sábia, porque em quatro semanas (da 21ª a 25ª), ele não conseguiu engordar, mas seus órgãos vitais, como o pulmão e coração, se desenvolveram perfeitamente", conta o pai Paulo da Costa Júnior.

Logo após o nascimento, Arthur se submeteu a vários exames e aos poucos conseguiu crescer bem. "Ele só recebeu leite depois de dez dias e os intestinos se formaram direitinho. A Ana também ficou dez dias internada por conta da pressão, mas também ficou muito bem, para a nossa alegria", diz.

Hoje em dia, Arthur tem três anos de idade e nenhuma seqüela. O pequeno ainda é considerado o menor prematuro brasileiro e o quinto do mundo. Segundo a literatura médica, prematura é a criança que nasce com menos de 37 semanas e os prematuros extremos são bebes com em média 30 semanas de gestação e peso abaixo de 1kg ao nascer.

A prematuridade acontece sobretudo nas gestações de risco, àquelas em que há doenças pré-existentes como cardiopatias, diabetes gestacional, disfunção da tireóide, trombose vascular, anemia com agravamento durante a gestação, doenças hepáticas em geral, complicações renais, doenças do tecido nervoso, doenças auto-imunes, gestação múltipla, mulheres que passaram por abortos de repetição, diabéticas, historia pregressa de partos prematuros, entre outras.

No caso de Valéria do Carmo Frade, 33 anos, a flacidez no útero foi a responsável pelo parto prematuro. "No sexto mês senti um líquido gelatinoso ser expelido quando decidi ir ao pronto-atendimento. Lá passei por uma ultrassonografia enquanto meu obstetra foi acionado, tomei uma injeção de corticóide (para amadurecer o pulmão do bebê) e não levantei mais da maca. Foi realizado o fechamento cirúrgico do colo do útero e fiquei internada por três dias para o repouso absoluto com as pernas em posição elevada e dilatação de quatro centímetros, mas mesmo assim, a Pietra nasceu com 26 semanas, pesando 855 gramas", relata a mãe da pequena.

Ao contrário de Arthur, Pietra permaneceu por seis meses no hospital e a alta só aconteceu quando ela atingiu dois quilos. "Morria de medo que ela pegasse uma gripe e fiquei um mês sem sair de casa, mas ela nunca mais precisou ser internada". Hoje, com três anos, Pietra pesa 17,2 kg e mede 104 centimetros, começou a falar e engatinhar com 1,6 ano e já freqüenta a escola.

Conforme o diretor médico da Perinatal, Manoel de Carvalho, a hipertensão na gravidez e as inseminações artificiais (que em 20% dos casos geram múltiplos) são as principais causas recém-nascidos prematuros. "É importante que profissionais de saúde e as instituições se especializem cada vez mais na assistência à gestante de risco. O apoio tecnológico, como UTI Neonatal, equipamentos de última geração, e um a equipe médica altamente qualificada é fundamental para que estes bebes sobrevivam com saúde e sem seqüelas futuras", ressalta.

Hoje em dia já existem exames que detectam o parto eminente ao obstetra, uma forma de avaliar o potencial risco de o bebê nascer prematuramente. O teste avalia a presença da fibronectina na secreção vaginal, em dez minutos. "Quando o resultado é negativo, a probabilidade de trabalho de parto nas duas semanas seguintes é inferior a 1%", diz Luiz Fernando Leite, coordenador neonatologista da Pro Matre Paulista.

Outra forma de prevenção é feita através da ultrassonografia tridimensional (3D) que possibilita avaliar aspectos como a visualização dos órgãos internos. Os médicos também alertam para a importância dos exames pré-natais, sobretudo na primeira metade da gravidez. Eles permitem diagnosticar doenças genéticas, congênitas e de má-formação do feto. Em alguns casos é possível até corrigir alguns problemas no útero, a partir da 20ª semana de gestação, sem grandes riscos para a mãe ou para o feto. Uma forma de fazer com que a gestação chegue até o final, assim o bebê nasce com o peso certo e vai para a casa em plena saúde.

Por Juliana Lopes

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/prematuros-extremos-8-1-53-90.html

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Você sabe como se calcula o Apgar de seu bebê na hora do nascimento?

E o tal do Apgar? Às vezes há uma pequena competição entre mães e pais nos corredores do hospital para quem teve o Apgar mais alto... humanidades! Mas acaba que na realidade quase nenhum de nós sabe direito do que se trata, não é mesmo?


Não me recordo de ter ouvido Beatriz chorar na sala de parto. Não sei se foi muito baixinho ou estava muito nervosa ou ela não chorou mesmo ou tudo isso junto! Lembro do pediatria que nos assistiu aproximar seu rostinho roxo que se contorcia, com os olhinhos fechados e a boquinha aberta. Como um gatinho querendo miar. Seu Apgar foi baixo. Quatro e seis. Confesso que àquela altura esse número foi o que menos me importou.


Vou traduzir aqui alguns trechos do livro Preemies - Second Edition:

Prematuros sempre terão Apgar baixo? Nosso filho marcou somente 4 e 7 e nós estamos muito preocupados.

O teste de Apgar foi desenvolvido pela Dra Virginia Apgar na década de 1950. Ele analisa cinco aspectos do recém-nascido: batimentos cardíacos, respiração, reflexos, tônus muscular e cor da pele. Para cada um desses sinais é dada uma nota de 0 a 2.

Nem sempre os prematuros têm baixas notas de Apgar mas, na prática, é normal que aconteça. Quanto antes o bebê nasce, maiores as chances do Apgar ser baixo, devido à imaturidade. Bebês nascidos a termo também podem ter baixos escores de Apgar.

A primeira avaliação (que significa o primeiro número) é feita exatamente no 1º minuto de vida. Claro que se o bebê precisar de cuidados urgentes, como massagem cardíaca ou oxigênio, a avaliação é feita depois. A segunda avaliação é feita após 5 minutos. Em alguns casos é repetido em 10, 15 e 20 minutos para avaliar se o bebê está melhorando ou piorando.

A avaliação não serve para prever o desenvolvimento do bebê ou se ele terá ou não alguma sequela ou como ele se sairá ao longo da jornada.

É muito cedo para saber o que o futuro reserva ao seu bebê. Logo você irá descobrir informações muito mais detalhadas. Não se foque no Apgar, porque para um prematuro as coisas são muito mais complexas do que contar até 10.

Trechos do Livro Preemies - Second Edition, editora Gallery Books, escrito por Dana W. Linden, Emma T. Paroli e Dra Mia W. Doron. Traduzido livremente por mim.

Monica mãe de Beatriz

Prematuros precisam de cuidados extras na infância - Terra

Um terço dos bebês nascidos entre a 29ª e 33ª semanas de gestação ainda precisam de cuidados especiais no quinto ano de vida, sugere um estudo francês publicado pela revista especializada Lancet.
A gestação completa deve chegar a 40 semanas, e já é sabido que o nascimento muito prematuro pode levar a problemas físicos ou dificuldades de aprendizado na infância. O estudo, porém, mostra que mesmo alguns bebês nascidos aos sete meses de gestação ainda têm necessidades especiais.

Segundo a organização britânica Bliss, de assistência a prematuros e a pais de prematuros, o estudo mostra a necessidade de um bom acompanhamento médico para os prematuros.

Em 2005, 210 mil bebês nasceram com menos de 37 semanas de gestação no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. As taxas de sobrevivência são cada vez mais altas, com os avanços tecnológicos, o que levanta questões sobre os problemas de desenvolvimento.

CUSTOS

Os pesquisadores da Unidade de Pesquisa Inserm sobre Saúde Perinatal e Saúde da Mulher, em Villejuif, na França, e da Universidade Pierre et Marie Curie - Paris compararam o desenvolvimento de 1,8 mil bebês nascidos antes de 33 semanas de gestação e 400 bebês nascidos na data esperada.

O chamado estudo Epipage (Estudo Epidemiológico sobre Baixas Idades Gestacionais, na sigla em francês) avaliou as crianças aos cinco anos de idade, examinando a saúde física e por meio da aplicação de testes de memória e compreensão.

A deficiência foi medida em três graus - severo, moderado e menor - e os índices foram mais altos entre os bebês nascidos antes de completar 28 semanas de gestação, afetando 49% - ou 195 bebês.

Mas o número real de crianças com deficiências foi mais alto entre as crianças nascidas entre 29 e 33 semanas de gestação - 441 ou 36% dos bebês.

Os pesquisadores encontraram um padrão semelhante no uso de serviços de saúde especializados, como fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional ou centros de atividades para as crianças com deficiências mais severas.

Os recursos são usados por 42% das crianças nascidas entre a 22ª e a 28ª semana de gestação, mas por apenas 31% das crianças nascidas entre a 29ª e a 33ª semana, em comparação a 16% das crianças nascidas no período normal de gestação.

NECESSIDADE DE APOIO

Os autores do estudo afirmam que "os resultados levantam questões sobre saúde e serviços de reabilitação, e o custo desses serviços para as famílias e sociedades".

"Mais pesquisas são necessárias para identificar as melhores e mais eficientes intervenções no desenvolvimento inicial para melhorar a prognose funcional de deficiências motoras."

"Ao crescer, as crianças com deficiências cognitivas vão ter dificuldades na escola e vão precisar de ajuda ou educação especial", diz o estudo.

Mas os autores afirmam que são necessárias novas pesquisas sobre que intervenções podem ajudar o aprendizado e compreensão das crianças a medida que elas se desenvolvem.

A médica Mary Jane Platt, especialista em saúde pública da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha, disse que o nível de deficiência é importante, mas acrescentou: "Há um grupo significativo que apresenta algum tipo de dificuldade cognitiva que não é necessariamente uma deficiência".

"Nós precisamos saber mais como essas dificuldades afetam essas crianças e como dar apoio a elas."

Ela acrescentou que "o estudo nos lembra que as crianças nascidas antes de 33 semanas precisam de cuidado e apoio que vai muito além da 'alta' da unidade de terapia neonatal".

Uma porta-voz da organização Bliss disse que o fato de que 61% dos bebês prematuros não apresentaram nenhuma deficiência é encorajador, mas que o estudo enfatiza a necessidade do acompanhamento das crianças.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2663892-EI298,00.html

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Após a alta da UTI, o prematuro precisa de cuidados diferenciados?

Volta e meia assuntos ligados à saída da UTI voltam à tona. Passamos dias, semanas e até meses, sonhando com o dia em que levaremos nossa cria para casa e a UTI, com seus cheiros e sons e fantasmas, ficam para trás como um pesadelo.

Já ouvi outras mães falarem -e li em comunidades da internet- que após a alta o prematurinho "passa a ser" como um bebê nascido de 9 meses. Ledo engano. Na maioria dos casos o bebê não precisa ficar isolado, mas precisa-se agir com parcimônia. Não é legal levar um bebê frágil, sem todas as vacinas, numa churrascaria, no inverno, três semanas após a alta, por exemplo.

Nos consultórios, pronto-socorros e UTIs, muitos casos de doenças e reiternações de prematuros seriam evitados com cuidados BEM simples.

Convidei, então, a Dra Grasi para nos orientar a respeito!


Os cuidados com um bebê prematuro são semelhantes ao de um bebê de termo. Porém, alguns cuidados são redobrados. Devemos lembrar que os prematuros são mais frágeis e necessitam de uma atenção constante. A primeira consulta com o pediatra deve ser feita em torno de 3 a 5 dias após a alta. O acompanhamento com os especialistas será feito de acordo com as necessidades de cada bebê. E lembre-se: mantenha as vacinas sempre em dia.

Em casa, lembre sempre de manter a casa bem arejada e limpa. Evite fumar e lave bem as mãos antes e após o contato com o seu bebê. Oriente os familiares e amigos, de que as visitas serão bem vindas, mas com cautela. Lembre que pessoas gripadas ou resfriadas devem adiar a visita e, sempre que possível, evitar aglomerações. Solicite que lavem as mãos e não tenha medo de ser desagradável caso o bebê esteja com fome ou sono, em pedir licença para atender seu bebê.

Quanto aos passeios, evite sair nas primeiras semanas após a alta, especialmente nos meses de inverno. Evite restaurantes, mercados, parques, shoppings e outros ambientes onde haja aglomeração de pessoas. O prematuro é muito suscetível a infecções e quanto mais cuidado você tiver, mais protegido seu bebê ficará. Limite as saídas ao seu pediatra, especialistas e clínicas de vacinação. Lembre-se de que nos consultórios há outras crianças aguardando a consulta, então programe sempre que possível o primeiro horário ou aguarde a sua vez em uma sala separada.

Qualquer dúvida, peça orientação ao seu pediatra!


Dra Grasiele Beuter é mãe da Isadora e da Lua, pediatra, neonatologista, plantonista das UTIs Neonatais do Hospital Pequeno Príncipe e Maternidade Santa Brígida, Curitiba

Monica mãe de Beatriz

Campanha de vacinação contra a gripe 2011: não deixe seu bebê de fora!

Atenção mamães, papais, familiares e cuidadores em geral! Não esqueçam de levar o bebê para vacinar contra a gripe. A campanha está sendo fortemente veiculada mas não custa dar um reforcinho...

Este ano a vacina é conjugada, ou seja, com uma só picadinha seu bebê estará protegido contra a gripe comum e a gripe H1N1. O surto de 2009 já foi controlado mas não podemos baixar a guarda.

Lembremos que os prematuros têm baixa imunidade e muita predisposição a doenças do trato respiratório. Se seu bebê tem entre 6 e 24 meses incompletos, leve ao posto de saúde mais próximo e vacine. São 2 doses! Não esqueça de completar o esquema de vacinação.

Havendo possibilidade, é interessante que pais e cuidadores tomem também a vacina. Ela está sendo disponibilizada nas clínicas particulares, caso não façam parte dos grupos contemplados pela campanha (idosos, indígenas, gestantes e profissionais da área de saúde, além dos bebês, é claro).

A vacina não tem contra-indicações, apenas para bebês com alergia a ovo. Qualquer dúvida, pergunte ao seu pediatra! A campanha termina dia 13 de maio.

Monica mãe de Beatriz
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/906737-campanha-de-vacinacao-contra-a-gripe-comeca-hoje-no-pais.shtml

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ir embora sem o seu bebê - blog Botõezinhos

E não é que encontrei um blog foférrimo saindo quentinho do forno? Rita é mãe da Bella, nascida de 25 semanas e moram no Canadá. O blog além do design foférrimo dará dicas sobre maternagem e prematuridade. Botõezinhos e Pequenos Guerreiros trocarão figurinhas sobre a vivência de mamães e bebês prematuros. De estreia, um texto ótimo sobre o sofrido dia de ir para casa sem o bebê... Enjoy!

Prematuridade: Ir embora sem o seu bebê

Esta foi a minha maior dificuldade nos 138 dias em que o meu bebê ficou hospitalizado. Como conceber sair do hospital sem o seu filho nos braços? Deveria ser comparado a maior tortura que existe. O meu médico deixou que eu ficasse hospitalizada por 2 dias ao invés de apenas 1, como de praxe em partos normais, então passei os dois primeiros dias inteiros dentro da UTI com a Bella.

A hora de ir embora do hospital foi muito triste, é muito difícil se despedir e olhar para trás e ver o seu bebê dentro de uma incubadora de vidro, sendo cuidado por estranhos. Eu me despedia, saía, voltava e fazia tudo de novo. Mas busca-se forças e segue-se em frente. Pior do que sair do hospital é chegar em casa e ver que você largou tudo para ir para o hospital sem saber que seu bebê nasceria logo em seguida. O copo de leite ainda está na mesa de cabeceira e a calça de maternidade ainda está jogada em cima da cama. Aquela calça que você usava até 2 dias atrás e jamais imaginou que deixaria de servir tão cedo.

Mas não se desespere! Espere, se deixe desesperar sim! Chore o quanto quiser chorar, sinta pena de você mesma e se pergunte por que isso aconteceu com você e com o seu filho. Não segure o pranto e não deixe estes sentimentos ruins guardados, deixe que venham à tona para que assim você consiga voltar a UTI no dia seguinte para cuidar do seu bebê.Segurar o choro não é a melhor terapia neste caso.

* Peça para as enfermeiras contarem exatamente tudo o que aconteceu durante a madrugada, assim você se sentira mais a par da vida do seu bebê quando você está longe.

* Tire muitas e muitas fotos durante o dia, assim chegará em casa e terá imagens para ficar namorando a noite inteira.

* Divida os seus medos e angústias com o seu parceiro, deixe ele dar um ombro amigo a você.

* Faça do cantinho do seu bebê no hospital um pedaço do quartinho dele. No bom sentido e sem exageros. Leve um bichinho de pelúcia para ficar ao lado da incubadora (de preferência rosa ou azul, para os médicos sempre saberem se estão vendo um menino ou menina) e leve uma foto de você e de seu marido para colar no vidro para que o bebê possa ver vocês.

* Compre um diário bem bonito e escreva nele durante o dia. Sobre como o seu bebê está passando, o que você esta sentido,o nome das enfermeiras que cuidam dele durante o dia e a noite. Isso sempre ajuda e será uma lembrança bonita no futuro.

* Faça amizade com as enfermeiras!Elas são suas alidadas e as melhores amigas do seu bebê nesta fase difícil.


Acesse o blog Botõezinhos! http://botoezinhos.blogspot.com/2011/04/prematuridade-ir-embora-sem-o-seu-bebe.html

Monica mãe de Beatriz

Bebês prematuros apresentam mais problemas respiratórios - Blog Zazou

Bebês nascidos prematuros em 6 semanas possuem 40 vezes mais chances que os bebês que nasceram com 9 meses de sofrer de síndrome de dificuldade respiratória, de acordo com um novo estudo.

Dez por cento dos bebês prematuros apresentaram a síndrome, de acordo com o estudo, em comparação a menos de 1% dos bebês que nasceram com 9 meses.

Na síndrome da dificuldade respiratória, os alvéolos pulmonares dos pulmões do bebê não estão completamente abertos por falta de lubrificante de superfície, dificultando a respiração.

Trata-se de uma das complicações mais comuns dos partos prematuros avançados, definidos como aqueles que ocorrem após a 34ª semana e antes da 37ª semana de gestação.

O risco de problemas respiratórios diminuiu com cada semana adicional de gravidez, conforme descobriram os pesquisadores.

Bebês nascidos após 36 semanas tiveram apenas nove vezes mais probabilidade, em comparação aos bebês que nasceram com 9 meses, de desenvolver a síndrome, enquanto os que nasceram com 37 semanas tiveram 3 vezes mais risco.

O estudo, publicado no “The Journal of the American Medical Association” na semana passada, é um dos maiores e mais atuais a examinar problemas respiratórios associados a partos prematuros avançados.


“O sistema pulmonar é o último a se desenvolver no feto”, disse a Dra. Judith U. Hibbard, da Universidade de Illinois, e principal autora do estudo.

“Os obstetras precisam se esforçar para só realizar o parto de um bebê a partir da 39ª semana, a não ser por uma boa razão médica”.



Acesse o blog da Zazou Gestante - Para grávidas e mamães antenadas! http://blog.zazou.com.br/

terça-feira, 26 de abril de 2011

Licença maternidade estendida para mães de prematuros! A tal lei que está empacada.

A primeira vez que pensei nisso foi quando eu vi minhas amigas de UTI tendo que sair para trabalhar recém os bebês tendo tido alta do hospital. Era tão lógico para mim, que sinceramente achei que já existisse se não uma lei, jurisprudência (casos já julgados) a respeito, resguardado o direito da mãe prematura. Afinal, para que serve a licença-maternidade?

Realmente fiquei surpresa ao saber que nenhuma delas teve sequer algum direito de extensão. Principalmente porque em meados de 2009 alardeava-se aos quatro ventos a licença-maternidade de seis meses.

Ano passado, quando comecei a fuçar material para montar nosso grupo, descobri pelo ótimo http://www.aleitamento.com/
, que este direito (tão lógico quanto 1+1=2) era tão e somente um PROJETO DE LEI ENGAVETADO.

Ontem, Ricardo Noblat, colunista de O Globo, publicou em seu blog um excelente texto sobre o assunto, que transcrevo abaixo. Convido, ainda, para assinar o abaixo-assinado, clicando aqui: http://www.projetopequenosguerreiros.com/p/lei-do-prematuro.html

Indo mais adiante, convoco a todos para escrevermos à nossa Presidente da República, mulher, mãe e avó, para que retome-se o andamento da lei. Mande uma cópia deste e-mail para nós (pequenosguerreiros@hotmail.com) que publicaremos. Para escrever à presidente Dilma, clique em: http://acao.dilma.com.br/page/s/emcontato
 e preencha o formulário.

Leia agora o texto retirado do Blog do Noblat:


Pela ampliação da licença para mães de prematuros

Conheci mães de bebês prematuros que estão em UTIs de hospitais de Brasília há mais de dois meses. Quando os bebês receberem alta, a licença maternidade delas estará quase no fim. E justo no momento em que os filhos mais precisarão delas.

O que fazer?

Por que no caso de prematuros não se desconta da licença maternidade o tempo que eles ficarem na UTI? Seria justo. Seria importante para a saúde deles.

No primeiro ano de vida, bebês prematuros costumam ser mais frágeis, mais sujeitos a doenças. É quando mais precisam da mãe em tempo integral.

O legislador há que pensar a respeito disso.

Não há investimento mais importante do que aquele que se faz em crianças saudáveis.

Nada é utópico até que deixe de ser.

Foi Rebeca, minha mulher, quem teve a idéia de criar a licença paternidade.

Ela sugeriu a idéia ao então deputado Alcenir Guerra (PFL) durante a Assembléia Nacional Constituinte de 1988.

Alcenir foi ridicularizado por vários dos seus pares ao subir à tribuna do plenário da Câmara para defender a licença paternidade. Dizia-se que algo assim quebraria o país.

Ao descer da tribuna, muitos deputados choravam.

Alcenir é pediatra. E na época, sua mulher estava grávida.

A emenda virou lei. Está aí até hoje. E o país não quebrou.

A questão do bebê prematuro que fica muito tempo na UTI é a seguinte: quem cuidará dele quando for para casa?

Mãe de prematuro deveria ter o direito a ficar por conta dele enquanto ele estivesse na UTI. E depois pelo prazo atual da licença maternidade.

A presidente Dilma Rousseff poderia ser sensível à ampliação da licença para mães de prematuros.


Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/04/25/pela-ampliacao-da-licenca-para-maes-de-prematuros-373939.asp

Monica mãe de Beatriz

Tecnologia e bom senso para salvar vidas prematuros - SBP - Notícias da SBP*

Em entrevista ao SBP Notícias, as professoras, Dra. Cleide Suguihara, Diretora do Laboratório de Fisiologia Neonatal da Universidade de Miami, Flórida (EUA) e Dra. Shahnaz Duara, Diretora da Unidade de Cuidado Intensivo Neonatal, do mesmo hospital, comentam temas discutidos no XVII Congresso Brasileiro de Perinatologia, ocorrido no início de novembro em Florianópolis, SC.

Quais os maiores desafios para os neonatologistas que trabalham com recém-nascidos de alto risco?

Dra. Duara
: Se não é possível evitar o parto prematuro, então é muito importante tentar otimizar a sobrevida do recém-nascido (RN). O uso da tecnologia para melhorar a sobrevida dos RNs extremamente prematuros tem levantado questões muito polêmicas de bioética. O importante é oferecer um tratamento que beneficie a criança a longo prazo principalmente quanto ao desenvolvimento neuropsicomotor. O desafio atual para o neonatologista é o uso destas tecnologias com muito bom senso, discernindo entre prolongar a vida de um paciente e oferecer um tratamento que o beneficie a longo prazo.

O que tem sido feito para diminuir a morbimortalidade perinatal?

Dra. Duara
: A displasia broncopulmonar (DBP)é responsável por grande parte da mortalidade que acomete os RNs prematuros, não só no período neonatal, mas também nos primeiros anos de vida (grande risco de infecção em vias aéreas). É uma doença decorrente da ventilação mecânica e uso prolongado de O2, que acomete todos os tecidos pulmonares .

Sua definição e grau de gravidade dependem da idade gestacional e da dependência de oxigênio nomomento da avaliação. A melhor estratégia para diminuir a morbimortalidade perinatal e evitar a incidência de DBP é a combinação do uso de corticoesteróide antenatal na mãe – para induzir a maturação pulmonar do RN e prevenir ou diminuir a gravidade da doença de membrana hialina (decorrente da falta de maturidade pulmonar)–, o tratamento da corioammionite (infecção das membranas que envolvem o feto)e a administração de surfactante pós-natal aos prematuros com doença de membrana hialina imediatamente após indicação clínica, conforme o caso.

O uso de corticoesteróide pós-natal para diminuir a incidência de DBP pode causar diminuição do crescimento e também tem sido sugerido que pode alterar o desenvolvimento neuropsicomotor.

E quanto à assistência respiratória aos recém-nascidos prematuros?

Dra. Duara
: Assim como a morbimortalidade diminuiu drasticamente nos prematuros com mais de 1, 5 kg, o tratamento dos prematuros com menos de 1, 5 kg continua a ser um desafio. A idade gestacional dos RNs que sobrevivem tem diminuído. Portanto, o número de RNs que necessitam ventilação mecânica tem aumentado, como também as complicações decorrentes desta conduta. Apesar de se discutir muito sobre a importância de usar diferentes tipo de respiradores, estratégias ventilatórias e até mesmo não usar ventilação mecânica para diminuir as lesões pulmonares e consequentemente prevenir a doença de displasia broncopulmonar, não há estudos clínicos prospectivos conclusivos que permitem definir qual é a melhor maneira de ventilar e qual é o melhor respirador.

E sobre a retinopatia da prematuridade?

Dra. Duara
: A retinopatia da prematuridade (ROP), doença que atinge a retina dos prematuros e que pode causar cegueira unilateral ou bilateral, não está associada diretamente com a ventilação mecânica, e sim com a tensão de oxigênio sangüíneo. É muito importante a avaliação dos prematuros com 32 semanas de idade gestacional para poder oferecer um seguimento adequado ou tratá-los imediatamente com laser quando houver indicação para prevenir a perda da visão no olho afetado. Para prevenir a ROP é necessário um cuidadoso controle da terapia com oxigênio e fazer um seguimento com fundoscopia em todos os prematuros.

Qual a importância do protocolo de toque mínimo?

Dra. Duara
: O protocolo de toque mínimo é muito importante para os prematuros, por causa da imaturidade neuropsicomotora. Eles não são capazes de discernir entre um toque que cause prazer e outro que cause desprazer, portanto reagem como se cada toque causasse desprazer e estresse. Muitas vezes esses toques são acompanhados de alterações cardiovasculares. A possibilidade deste prematuro ter momentos de recuperação entre os períodos de toque facilita seu melhor desenvolvimento e parâmetros cardiovasculares mais estáveis.

Quais as novidades na fisipatologia da hipertensão pulmonar persistente neonatal?

Dra. Suguihara
: Fisiopatologia da hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido são os mecanismos das alterações cardiorespiratórias. Nos recém-nascidos com profunda hipoxemia devido ao "shunt" da direita para a esquerda parte do sangue não oxigenado passa para a circulação sistêmica e isto é acompanhado de importante vasoconstrição pulmonar. Recentemente tem sido constatado que as substâncias liberadas durante a hipóxia causam vasoconstrição ou vasodilatação pulmonar, e assim busca-se uma terapêutica que resulte em vasodilatação pulmonar, melhorando a oxigenação sistêmica. De uma maneira muito simples poderíamos dizer que, se a ação das substâncias vasoconstritoras pudessem ser bloqueadas somente ao nível da vasculatura pulmonar e/ou se a produção das substâncias vasodilatadoras pudessem ser aumentadas seletivamente no leito pulmonar, este seria o tratamento ideal da hipertensão pulmonar do recém-nascido. No entanto, freqüentemente estas duas condutas terapêuticas causam também vasodilatação sistêmica, o que piora o "shunt" da direita para a esquerda, mantendo a hipoxemia. O óxido nítrico causa vasodilatação pulmonar seletiva, porém é uma terapêutica cara e com possíveis efeitos colaterais.

O que há de novo no tratamento da apnéia da prematuridade?

Dra. Suguihara
: A freqüência da apnéia da prematuridade aumenta com o diminuição da idade gestacional ao nascimento, o que em parte é explicado pela imaturidade dos mecanismos do controle da respiração. O grande desafio está no tratamento destes episódios para diminuí-los em freqüência, como também para reduzir os episódios associados com alterações cardiovasculares. A cafeína é usada no tratamento da apnéia da prematuridade. Esta droga diminui o número de apnéias, mas não reduz as que são acompanhadas por alterações cardiovasculares. Portanto, somente com o melhor conhecimento dos mecanismos do controle cardiorespiratório é que será possível encontrar um melhor tratamento para a apnéia da prematuridade.

Fonte: http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=65&id_detalhe=678&tipo_detalhe=s

*SBP = Sociedade Brasileira de Pediatria

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sophia e mamãe Vanessa em: Prematuro, a luta pela vida

Sophia sobreviveu por duas semanas praticamente sem líquido amniótico na barriga da mamãe Vanessa! Leia este lindo relato cheio de fé.




"Me chamo Vanessa, tenho 27 anos e sou casada há 14 anos. Sou mãe de duas riquezas, Igor e Sophia! Meu primeiro filho nasceu de tempo normal, sem qualquer problema. Aos cinco anos de Igor, decidimos engravidar novamente. Quando, enfim, peguei o resultado positivo do teste de gravidez, foi uma emoção misturada com medo e dúvidas.

Queríamos muito uma menina mas estávamos preparado se viesse outro menino. Com 25 semanas descobrimos o sexo do bebê, nosso sonho era realizado! Seríamos pais de uma menina a quem já tínhamos dado o nome de Sophia.

Tudo corria muito bem quando com 28 semanas minha bolsa se rompeu. Levei um susto! Minha vida desabou. Achei que ali seria o fim. Fomos para o hospital e permaneci internada por quatorze dias. Milagrosamente, estava sem líquido algum na barriga e minha filha não apresentou qualquer sofrimento. Fazia três a quatro ecografias por dia, no intuito de fazer a cesariana mas para a surpresa dos médicos, ela estava ótima mesmo Imeu líquido dando 0.0.

Com doze dias de internação, vinha ao mundo meu milagre! Sophia nasceu de parto natural no dia 14 de março de 2009 com 29 semanas, pesando 1,440 quilos e medindo 38cm. Muito pequena mas cheia de vida, ela não precisou ser entubada. Outro milagre, ficou por apenas dois dias no CPAP.
Com 31 dias de internação, minha filha veio pra casa. Porém, apenas cinco dias após a alta teve que ser reinternada devido a uma bronquiolite. Foram mais nove dias de aflições com crises de apnéias, até que finalmente voltamos para casa.

Hoje minha princesa esta com dois anos, linda saudável, sem qualquer seqüela. Nessa fase aprendi a confiar mais em Deus e descobri a importância dele em minha vida. Sei que se não fosse o cuidado do Meu Senhor, não agüentaria..."


Editado por Monica mãe de Beatriz

Quer ler aqui a história de seu bebê? Mande um e-mail com fotos e autorização para: pequenosguerreiros@hotmail.com.
Todas as hstórias são editadas antes de serem postadas.
O Projeto Pequenos Guerreiros apoia a amamentação do prematuro ao seio.

sábado, 23 de abril de 2011

Estamos no especial de dia das mães do portal Bebe.com.br!

Somos destaque mais uma vez! A história de Beatriz está na primeira página do especial do dia das mães do portal Bebe.com.br, da Editora Abril. Fico muito feliz, pois através da divulgação em grandes veículos podemos trazer ainda mais acessos ao nosso blog. E, por consequência, mais famílias se beneficiarão das informações!

Meu muito obrigada à jornalista Mônica Brandão, do blog http://www.comerparacrescer.com/, que editou lindamente o pequeno texto de sete páginas com meu relato quase nada prolixo!

Para ler, acesse: http://bebe.abril.com.br/especial/dia-das-maes/dia-das-maes-familias-especiais.php?pagina=1


Monica orgulhosa mãe de Beatriz

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Por que bebês prematuros do sexo feminino são mais fortes? - Fantástico

imagem meramente ilustrativa

Preana, Audreana, Natalie e Melody são gêmeas idênticas e vão passar os próximos meses na UTI neonatal de um hospital de Sacramento, na Califórnia. Embora o caso das irmãs seja bastante raro na área da reprodução humana, o prognóstico para as quatro é muito otimista. Elas têm 80% de chances de sobrevivência. A explicação: são meninas.
Bebês prematuros do sexo feminino, nascidos com mais de 1 quilo, são mais resistentes e têm mais chances de sobreviver do que os bebês do sexo masculino nas mesmas condições. Os pesquisadores ainda não têm uma explicação científica. O médico Luiz Fernando Dale, especialista em reprodução humana, confirma:

“É uma constatação, mas nas clínicas de UTI neonatal as meninas são mais fortes na sobrevivência do que os meninos, mas não se sabe o porquê desse fato".

Para Dale, o mais surpreendente no caso das quadrigêmeas da Califórnia é que elas não foram geradas in vitro, por inseminação artificial. As recém-nascidas dividiam a mesma placenta, eram univitelinas, vieram do mesmo óvulo e do mesmo espermatozóide. A célula se dividiu em quatro e deu quatro embriões exatamente iguais.

"Na natureza, nós vamos encontrar quadrigêmeos não-univitelinos na proporção de um para cem mil casos. Acredita-se que no univitelino seria um a cada onze milhões de casos. Quer dizer, o caso é extremamente raro".

O especialista em reprodução humana prevê que as quadrigêmeas vão ficar uns 40 dias na UTI até receberem alta. A preocupação maior dos médicos, segundo Dale, é com "o amadurecimento do pulmão, mas hoje existem substâncias que provocam esse amadurecimento artificialmente, o que provocou e alongou as chances de sobrevivência dos neonatos prematuros". Os pais das quadrigêmeas, Ornsee, de 22 anos, e Verej, de 20, já tinham um filho de quatro anos

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL693085-15605,00.html

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Música ajuda desenvolvimento de bebês prematuros - Blog Zazou

Uma pesquisa canadense sugere que os hospitais que tocam música para bebês prematuros ajudam no desenvolvimento destas crianças. De acordo com o estudo da Universidade de Alberta, a música pode acalmar os bebês e os pais, além de acelerar o ganho de peso e diminuir o tempo de permanência no hospital.

Legal não?

A música também teria efeitos benéficos em outros aspectos fisiológicos, como o batimento cardíaco e a taxa respiratória. A equipe canadense analisou nove estudos e descobriu que a música também reduz a dor e estimula a alimentação oral.

Existem provas preliminares que sugerem que a música pode ter efeitos benéficos em termos de parâmetros fisiológicos, estados de comportamento e redução da dor durante procedimentos médicos dolorosos. Mas, enquanto existem provas preliminares de alguns benefícios terapêuticos da música para indicações específicas, estes benefícios precisam ser confirmados em testes de alta qualidade.

Para o professor de obstetrícia Andrew Shennan, da organização de caridade britânica voltada para bebês Tommy, “as provas preliminares de que a música tocada para bebês prematuros pode ter efeitos positivos no comportamento e na (redução da) dor é muito interessante.”

“Nascimentos prematuros aumentaram nos últimos anos e continuam sendo um grande problema na Grã-Bretanha, algumas vezes resultando em problemas de saúde de longo prazo na vida da criança, incluindo paralisia cerebral, surdez, cegueira, problema pulmonar crônico, dificuldades de aprendizado e comportamento”, afirmou

“Apesar de mais pesquisas serem necessárias nesta área, o estudo mostra que existem formas simples e baratas de garantir benefícios para a saúde de bebês prematuros”, acrescentou.

Existem uma série de fatores que podem aumentar o risco de nascimentos prematuros, incluindo mães fumantes, infecções no útero, gravidez de gêmeos ou trigêmeos. A pesquisa foi publicada na revista especializada “Archives of Disease in Childhood”.



Acesse o blog da Zazou Gestante - Para grávidas e mamães antenadas! http://blog.zazou.com.br/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Gabriela Vitória e mamãe Milene em: Prematuro, a luta pela vida - parte 2

Hoje continuamos com a história da minha afilhadinha de leite, Gabriela Vitória. Que venceu uma gestação conturbada e 75 dias de UTI. Para ler a primeira parte, acesse: http://www.projetopequenosguerreiros.com/2011/04/sindrome-transfusao-feto-fetal-historia.html

Gabi, a tia deseja para você muitos aninhos de vida e muita saúde!


"Nasceu com toda força que Deus podia nos mandar. Chorou forte e por muito tempo, para a minha surpresa. Nasceu com 945 gramas e 33 centímetros. Vimos muito rápido pois teve que ser levada para a UTI Neonatal. Quase três horas após o parto fui levada sedada para o quarto e adormeci. Acordei de madrugada com o leite descendo, então comecei a chorar. No meu quarto estavam outras mães que tinham acabado de dar a luz com seus bebês no colo. Eu me perguntava porque que tinha que ser assim comigo. O leite surgindo das mamas e eu não podia amamentar minha filha. Sem contar com a sensação de castração de estar num ambiente onde todas as mães estão com filhos no colo e você não.

Fui ver minha filha logo cedo. Levantei com toda força e com passos de tartaruga me direcionei à UTI Neo. Tudo era diferente e assustador. Entrei sozinha e caminhei até a incubadora isolada onde estava minha pequena. Novamente chorei muito. Era a emoção de conhecer de perto aquele serzinho que veio das minhas entranhas, que eu trouxe ao mundo e que tinha tanta curiosidade de ver o rostinho. A pequena que carreguei com tanto cuidado e carinho por seis meses.

Ao mesmo tempo tinha muito medo de perdê-la, pois era tão pequena cercada de tantos equipamentos, enrolada com gaze e papel laminado, tampão nos olhinhos e medicamento na veia. Imaginava o tamanho que seriam suas veinhas. As perninhas eram da grossura do dedo mindinho da minha mão, a pele era muito fininha, nunca tinha visto algo assim. É muito forte de ver.

Minha vontade era de ficar de plantão lá dia e noite. Tudo foi muito sofrido mas o dia da minha alta foi marcante. A vontade era de não sair de lá. Pensava comigo, como vou deixá-la aqui e ir embora? Foi muito cruel mais era pro bem dela. Foram 75 dias de muito sofrimento. Eram apenas duas visitas por dia e em cada uma delas uma notícia diferente. Sem contar nas madrugadas de desespero que eu meu esposo passávamos."

Companheiras de fisioterapia
aos 4 e 5 meses, respectivamente
Beatriz e Gabriela

Nesses 75 dias foram batalhas e batalhas. Ela precisava ganhar peso, amadurecer e adquirir mais resistência nos pulmões. Fez muitas transfusões de sangue e de plaquetas. Teve infecções e hemorragia intracraniana grau 3, motivo de grande preocupação, pois poderia deixar sequelas gravíssimas. Sem falar na alteração na retina no olhinho esquerdo. Mas graças a Deus ela nasceu, batalhou e sobreviveu a todas as complicações e dificuldades que a vida poderia lhe colocar.

Gabriela é uma lição de vida, luta e superação. Aprendi e aprendo muito a cada dia com ela. Seu primeiro banho aconteceu só quinze dias após o nascimento e não foi dado por mim. Um momento inesquecível foi quando com mais ou menos um mês de vida, fui para a visita de rotina e ela estava acordada. Desde seu nascimento nunca mais a tinha visto chorar, quando estava indo embora ela chorou baixinho e eu tinha que deixa. Fui embora com o coração apertado. Só com dois meses de UTI pude sentir o cheirinho de minha filha e o seu calor no meu colo. Foi o voo da borboleta! Segurei-a com uma mão a cabecinha e com outra o bumbum ficando livres seus bracinhos, para ela bater pra lá e pra cá como se fosse voar!

Alguns dias depois fui surpreendida, tinha chegado o dia... agora poderia amamentar! Fiquei muito feliz e com medo afinal aquele oxímetro era um bicho papão. O grande dia chegou! Era 6 de julho de 2009, após 75 dias de internação minha filha teve alta. Enfim poderia levar minha pequena guerreira para casa, um momento tão sonhado! Ela saiu da maternidade com 1,995 quilos e 43 centímetros.

Deveríamos ter muito cuidado e acompanhamento com especialistas: cardiologista, neurologista, fisioterapeuta, oftalmologista, neonatologista e pneumologista. Tudo foi seguido à risca. Ficou sem visitas por dois meses após alta. Eram recomendações médicas, ainda bem que os familiares e amigos entenderam. Afinal era para o bem dela. Sua imunidade era praticamente zero e em tempos de gripe h1n1 e inverno não dava para brincar.

Meu esposo e eu chegamos a dar leite materno no conta gotas, ela não tinha força para sugar e quando se esforçava ficava cianótica. Mas tudo passou e ela foi pegando mais resistência e se desenvolvendo. Pronunciou vovó com seis meses, sentou entre sete e oito meses, logo em seguida começou engatinhar e com um ano e seis meses finalmente andou.

Hoje ela só mantém acompanhamento com neurologista, pediatra e pneumologista. Completará dois aninhos nesta sexta-feira, dia 22 e é uma criança normal. Anda, fala, corre, faz muita arte, graças a Deus! Não tenho as duas bebês mas tenho uma que vale por duas, é uma criança muito ativa. Hoje ela esta pesando 10,300 quilos e 84 centímetros. Foi muito gostoso quando ela pronunciou mamãe pela primeira vez...

Gabriela Vitória com 2 aninhos!

Os momentos difíceis passamos na UTI nós superamos mas não vamos esquecer jamais. É um momento em que estamos fragilizados e temos que encontrar forças para dar força para nossos pequenos. Aprendemos a conhecer sentimentos até então não conhecidos dentro de nós. É um misto de medo e insegurança e nós apegamos a outras mães e pais, trocamos experiências, rezamos e descobrimos verdadeiros laços de amizade. Além do real sentido da vida. Amizades essas que trago comigo até hoje. Para finalizar gostaria de agradecer imensuravelmente a Deus, em primeiro lugar, e aos deuses que são os médicos.

Agradeço toda a equipe médica que faz parte da UTI Neonatal do Hospital e Maternidade Santa Brígida, pelo profissionalismo, cuidado e atenção prestada a nós. Posso dizer com toda certeza que sem eles não teria minha princesa viva em meus braços. Muito Obrigada!!!



Editado por Monica mãe de Beatriz

Quer ler aqui a história de seu bebê? Mande um e-mail com fotos e autorização para: pequenosguerreiros@hotmail.com.
Todas as hstórias são editadas antes de serem postadas.
O Projeto Pequenos Guerreiros apoia a amamentação do prematuro ao seio.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Gabriela Vitória e mamãe Milene em: Prematuro, a luta pela vida - parte 1

Todas as histórias que leio, edito e posto aqui no blog me tocam muito. A de hoje é ainda mais especial para mim. Gabi era a vizinha de incubadora de Beatriz. Qaundo chegamos, Gabi, papai e mamãe já eram "veteranos" nos campos de UTI. Já estavam há quase um mês. Aos poucos nossa amizade foi se fortalecendo.

Vi Gabi ganhando forças, víamos os dias de choro e os dias de glória, como quando Gabi foi ao colo pela primeira vez, batendo os bracinhos como uma borboleta. Choramos juntas, vencemos a batalha pelo Synagis juntas. E mesmo assim não conhecia metade do sofrimento que minha amiga passou. Chorei muito ao ler o texto.

Esta semana é aniversário de dois anos da minha afilhada de leite! Como estou longe e não posso dar um cheiro apertado, fica a homenagem pelo blog. A história de Gabi vai ser postada em duas partes para que não se percam os detalhes.

Gabi, grande beijo da sua tia de coração e da sua priminha Bia!


"Após 12 anos de casamento sempre tomando pílula, numa consulta de rotina ao ginecologista descobri que estava com ovários policísticos. Comecei o tratamento e logo me preocupei em perguntar se isso afetaria diretamente minha fertilidade, queria ser mãe dentro de um ou dois anos. Para minha surpresa, a resposta foi que precisaria tratar os policistos e passar por um tratamento de fertilidade. Só assim talvez pudesse engravidar. Fiquei arrasada.

Fiz o tratamento por seis meses, retornei ao médico e nada tinha mudado. Teria que continuá-lo por mais um tempo. Me revoltei e parei o tratamento. Era feito a base de anticoncepcionais e segundo a médica não iria engravidar mesmo. Sentia-me inchada, até cinta estava usando. A pele estava horrível, muito mal estar e fraqueza. Fui a um clínico geral fazer alguns exames, desconfiava de alguma coisa na tireóide, pois há algum tempo atrás tinha tido uma alteração. Foram feitos vários exames inclusive teste de gravidez que eu imaginava não ser necessário depois de todo histórico.

Os resultados demoraram sair, era 15 de dezembro 2008, para minha surpresa, resultado POSITIVO para gravidez! Foi um misto de alegria e susto! Não compreendia como tinha acontecido. Tinha sido apenas um mês sem anticoncepcional e, segundo a médica, não tinha possibilidades de engravidar naturalmente. Fiz a primeira ecografia um pouco antes do Natal. Estava ansiosa pra ver o desenvolvimento do bebê e com quantas semanas de gestação estava. Graças a Deus, tudo muito bem por sinal! Estava com nove semanas de gestação pela data da concepção, e para minha maior felicidade eram dois bebês! Fiquei sem chão, era um sonho realizado duplamente.

Não tenho palavras pra descrever a emoção de ver os meus bebês... Fico me perguntando como pode seres tão pequeninos serem donos de um sentimento gigantesco e incondicional de amor e proteção que brota assim que descobrimos que temos uma vida dentro de nós. E no meu caso duas vidas lindas!

Ainda não dava pra ver o sexo dos bebês mas na próxima já daria. Eu e meu esposo choramos de muita felicidade, não podíamos conter dentro do peito tanta emoção. Nossos filhos tão sonhados, desejados e agora muito amados eram realidade que Deus enviou para fazer parte de nossas vidas. Tudo corria bem, sentia muito sono e enjoo. A barriguinha crescia em ritmo acelerado. Uma vontade de comer bolo de abacaxi toda hora. E um desejo enorme de tomar água de chuva! Pois não é que consegui e saboreei até o final aquele copo todo... Interessante é que com três meses e meio de gestação já saia leite das mamas. Incrível como o corpo se prepara.

Foi entrando no quarto mês que fiz a ecografia. Foi um chororô de novo! Agora já dava para ver o sexo. Duas meninas lindas, já grandinhas, com aqueles coraçõezinhos que pareciam cavaleiros correndo! Foi também quando senti mexerem pela primeira vez! Eram gêmeas da mesma placenta, portanto, idênticas. Deveria tomar um pouco mais de cuidado do que uma gestante de um bebê e fazer repouso relativo.

Do quarto mês em diante comecei a cansar mais e inchar mais ainda. A barriga já estava bem grandinha. Fora os incômodos, me sentia muito bem e feliz! Estava com 22 semanas de gestação era março de 2009. Friso esta data porque desde então sempre me lembrarei dela com misto de dor e alegria do que Deus me reservou. Fui à clinica no dia seguinte fazer os exames de rotina. Estava preparada para gravar e eco para que tivessem uma recordação. O exame começou e a médica estava diferente, parecia tensa. Mexeu novamente no equipamento como se estivesse se certificando. Foi quando ela disse, em termos técnicos, o que tinha acontecido. Na maior inocência, perguntei se estava tudo bem.

Ela me explicou que havia acontecido uma síndrome muitíssimo rara, que é quando um bebê passa a ser doador completamente de tudo para que o outro sobreviva. Isto acontece com gêmeos da mesma placenta, é a Síndrome de Transfusão Feto Fetal. Pode acontecer aos poucos ou ser aguda, como foi o nosso caso. De repente aconteceu... perdi uma de minhas filhas.

Mariana estava com 327grs e 17 centímetros. Fiquei sem chão, era como se, literalmente, o mundo tivesse acabado. A dor de perder um filho é inexplicável, é muito triste. Já havia acontecido há pelo menos sete dias. Mais raro ainda era Gabriela, meu outro anjinho, ter sobrevivido. Quando ocorre a síndrome ou os dois bebês vão a óbito, ou o que fica não sobrevive muito tempo, ou ainda nasce com sequelas gravíssimas. Começava ali a grande maratona da vida para minha pequenina Gabriela.

A partir de agora era risco para ela e para mim. O acompanhamento deveria ser minucioso, semanal e com exames mais complexos, para fazer a gestação durar mais. Se Gabriela nascesse naquele momento, segundo o médico, seria como se fosse um aborto, a chance de sobrevivência era muito pequena. Agora sim meu repouso tinha que ser absoluto. Apesar do coração em pedaços, eu me sentia bem para fazer as coisas.

Tudo começou a complicar, estava muito inchada com a barriga no limite quase máximo de crescimento. O líquido amniótico estava acima do que deveria estar, o que significava risco para Gabi. Poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento e ela precisava ficar mais lá dentro. Havia, também, o risco dela ingerir alguma substância do óbito da irmã. Uma infecção seria fatal. Também convivíamos com o fantasma da sequela que poderia ser neurológica, fazendo com que pudesse ficar sem andar, falar, se movimentar, fora outros problemas de saúde. É muito sofrido saber que seu filho tem a chance de não ser uma criança como as outras, com direito de brincar, fazer arte, se divertir, falar mamãe...


Gabriela Vitória com 1 aninho!

Completei 27 semanas de gestação. No início da noite me senti desconfortável. Passei a noite sentada, sem dormir. Começou uma cólica fraquinha, deixei para ir ao hospital de manhã, pois faria exames de sangue. Às sete da manhã, estava com contrações fortes, de cinco em cinco minutos, com perda de líquido. Cheguei ao hospital e tudo estava bem com a bebê. Mas estava em trabalho de parto, com três para quatro centímetros de dilatação. Fui internada, colocado medicamentos na veia. Já estava tomando corticoides. Era um sábado, as dores iam e vinham. A dilatação regrediu. No final de tarde fui ao banheiro e vi que estava sangrando. Foi ali que realmente tive consciência de que minha filha ia nascer mesmo. Até então achava que conseguiria chegar aos nove meses como tantas mulheres conseguem. Achava que tudo ia passar e voltaria à maternidade somente no dia do nascimento da minha princesinha. Não foi assim.

O parto foi tenso. Estava muito nervosa, tinha medo do que poderia acontecer afinal ela era muito pequenina. O papai assistiu ao parto e estava do meu lado me dando muita força. Às 19h12 do dia 22 de abril de 2009, nascia de parto cesáreo, Gabriela Vitória.
"

Volte amanhã para ler a parte final da luta pela vida da Pequena Guerreira Gabriela Vitória!

Editado por Monica mãe de Beatriz


Quer ler aqui a história de seu bebê? Mande um e-mail com fotos e autorização para: pequenosguerreiros@hotmail.com.
Todas as hstórias são editadas antes de serem postadas.
O Projeto Pequenos Guerreiros apoia a amamentação do prematuro ao seio.

domingo, 17 de abril de 2011

Superlotação na UTI Neonatal em hospital de Brasília


Hoje é domingo, um dia para ser leve por excelência. Mas são 5h da manhã e eu resolvi levantar para escrever este post. Há alguns dias, recebi da Simone (amiga do Orkut e mãe da Pequena Guerreira Sophia!) um link para um vídeo do YouTube de uma matéria veiculada no SBT sobre a superlotação numa UTI Neonatal em Brasília. Não tive como não me chocar.

São bebês dividindo o mesmo berço aquecido, predispostos a passar infecção um para o outro. Além de questões de manuseio, que logicamente ficam afetadas, já que os leitos são feitos para apenas 1 bebê!

Notícias como esta, infelizmente, não são novidade em nosso país. Ou melhor, em países em desenvolvimento ou de economia frágil. Enquanto assistia ao vídeo na internet, liguei a tv e o que vejo? Notícia semelhante sendo veiculada na Record, em hospital de Alagoas.

Não sou uma pessoa política. Não levanto bandeiras ou pinto a cara. Mas no momento em que me propus a passar informações sobre a prematuridade, acredito que faça parte da minha responsabilidade pedir que se você presencia uma situação como esta, denuncie! Ligue, mande email para os canais de comunicação.

Infelizmente (mais uma vez neste texto) a prematuridade não é o único setor que passa por dramas e carência em nosso país. Mas vivemos um momento em que a internet nos dá voz para tentar que essas vidinhas tão frágeis tenham chances de iniciar uma vida sem (ainda maiores) agressões.

Se você conhece ou tem acesso a alguma pessoa de qualquer esfera político-administrativa do sua cidade, estado ou do país, encaminhe o link dessa postagem. Quem sabe consigamos atingir alguém e amenizar situações como esta.

Para assisitir ao vídeo da reportagem do SBT Brasília, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=jYPzw4kZl3c

Monica mãe de Beatriz

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Quando o prematuro pode ir à creche ou à escolinha?

Nesta semana minhas atividades com o blog do Projeto foram reduzidas a poucas horas por dia. O motivo é bom: Beatriz entrou na escolinha!

Acredito que já contei em outra oportunidade que estamos morando temporariamente em Montevidéu, no Uruguai. Longe da família, dos amigos e da rotina, notamos que Bia precisava de contato com mini pessoas como ela...

A ida à escolinha (jardín como se chama aqui!) sempre foi um assunto muito debatido entre minhas amigas mães prematuras e eu. Dra Gislayne também perdeu horas do seu tempo com minhas dúvidas e lamentações...

É quando chegamos novamente ao ponto do ideal e do possível.

Sabemos muito bem que os prematuros, em especial os nascidos abaixo das 32 semanas de gestação, tem um déficit muito grande de anticorpos e que estão mais predispostos a contrair doenças pulmonares com mais facilidade do que um bebê nascido a termo.

Creches e escolinhas são ambientes onde normalmente se disseminam vírus e bactérias, pelo fato de haver muitas crianças juntas. A maioria das crianças adoece nos primeiros meses de convívio nesses ambientes e há até um nome popular para isso: crechite!

O ideal, segundo conselhos médicos, é que se postergue o ingresso na creche/escolinha até por volta dos 3 anos de idade, quando o bebê prematuro está mais maduro e imunologicamente mais forte.

Porém, bebês que estão com a saúde ok e com as reservas de energia explodindo, podem ser liberadas pelo pediatra por volta dos dois anos.

Lembrando ainda que, independente de prematuro ou não, o convívio com a mãe, nesta fase de vida é muito importante para o lado emocional da criança.

Mas o mundo não é feito de fatos ideais. Muitas mães precisam voltar a trabalhar. O ideal, mais uma vez, seria mantê-lo em casa, com parentes ou uma profissional. Não havendo nenhuma das possibilidades, aí sim, mandar à creche.

E a tal da socialização? Hoje em dia, mal os bebês nascem e já se pergunta como socializar o bebê. O convívio com a família costuma suprir esta necessidade da criança até os 18 meses. Existem outras possibilidades de socialização dos bebês, aulas de natação, musicalização, grupos de estimulação.
Beatriz com uniforme/túnica
típica das escolinhas uruguais

Serei bem parcial dando meu ponto de vista como mãe de prematuro. Se a sua renda não fará uma grande falta da renda familiar, fique em casa. Dedique-se. Não serão dois ou três anos que atrapalharão a sua carreira. Nossos bebês já lutaram muito pela vida para ficarem vulneráveis a adoecer por puro capricho de dizer "eu tenho uma carreira" ou "eu tenho um emprego", pois há diferenças.

Analise como foi a saúde do seu bebê no primeiro ano de vida. Adoeceu muito? Teve asma, bronquite, bronquiolite? Precisou de medicamentos e tratamentos especiais? Nestes casos, fique mais um ano ao seu ladinho ou com parentes/babá em casa (se houver possibilidades financeiras). Proteja seu bem mais precioso.

Monica mãe de Beatriz

***Já assinou o abaixo-assinado sobre a Lei do Prematuro? É uma proposta para que o tempo em que a mãe ficou com seu bebê internado seja acrescido na licença-maternidade. Assine! Acesse o link: http://www.projetopequenosguerreiros.com/p/lei-do-prematuro.html

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Novo método para determinar o risco de doenças em prematuros - Crescer



NOVO MÉTODO PARA DETERMINAR O RISCO DE DOENÇAS EM PREMATUROS

Pesquisadores americanos criaram uma forma mais precisa e não-invasiva de prever problemas de saúde em prematuros

Por Bruna Menegueço


Descobrir um problema de saúde muito antes de apresentar sintomas é a maneira mais segura de prevenir doenças, principalmente no caso de bebês prematuros. Os cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos desenvolveram um sistema inovador de pontuação de probabilidade que promete facilitar o diagnóstico e o tratamento de doenças nesses casos.

Chamado de PhysiScore, o método leva em conta a idade gestacional e o peso ao nascer, além de dados rotineiramente coletados em tempo real nas unidades de terapia intensiva neo-natais, como a frequência cardíaca e respiratória. E o melhor: o procedimento não é invasivo. O exame superou também a versão eletrônica do índice de Apgar, verificação feita logo após o nascimento e utilizado há mais de um século como padrão de avaliação do bem-estar físico de um bebê. Isso porque leva em conta mais detalhes do estado geral da criança.

No desenvolvimento do novo sistema, os pesquisadores estudaram 138 crianças atendidas na unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Packard Children's, nos Estados Unidos, entre março de 2008 e março de 2009. Todos os bebês nasceram com, no máximo, 34 semanas de gestação e pesavam menos de 2 kg. Nenhum deles tinha más-formações congênitas, mas todos sofreram complicações, como dificuldade para respirar.

”O PhysiScore revelou-se particularmente preciso em predizer o risco de doenças em subgrupos de crianças que tiveram infecções intestinais e complicações cardiopulmonares”, disse Anna Penn, professora de pediatria da Faculdade de Medicina e co-autora da pesquisa.

Os autores do estudo prevêem que o índice de PhisiScore do bebê seja exibido nos monitores da incubadora com outras medidas. "Isso é barato e viável", explicou Suchi Saria, estudante de pós-graduação que chefiou a pesquisa como parte de sua tese de doutorado em ciência da computação. "Os monitores já existem, só falta configurar um novo software para mostrar esse novo número."

O sistema PhysiScore ainda deve passar por mais testes antes de ser liberado para uso comercial. Penn disse que os investigadores esperam validar a nova ferramenta em um grupo maior de bebês prematuros, e estudar como ela influencia a tomada de decisão médica. "Ao mesmo tempo, podemos tentar aplicar nossos métodos para outros grupos de pacientes, como as crianças em fase pós-operatória para determinar se há riscos de complicações durante a recuperação", disse ela.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI175366-15326,00.html

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Por que os bebês perdem peso nos 10 primeiros dias de vida?


Se há algo que deixa os pais prematuros paranóicos é o ganho de peso. Cada grama é comemorado! Pudera, para quem nasce com tão poucos, dez gramas faz toda a diferença!

Nos primeiros dez dias vemos o pouco peso dos pequeninos indo embora e bate o desespero! Por mais que escutemos que é normal que se perca peso nos primeiros dias, que isso também acontece com os bebês nascidos a termo (mais de 37 semanas), ainda assim é frustrante e desesperador. Beatriz nasceu com 1,200 kg e na primeira semana pesava 1,010kg. Nós torcíamos a cada pesagem para que não baixasse de um quilo, um saquinho de arroz! Na segunda semana já pesava 1,240kg.

Convidamos a Pediatra e Neonatologista Dra Grasiele Ferrari Beuter (mãe das bonecas Isadora e Lua, uma “peluda”) para nos ajudar a desvendar o mistério da perda de peso.

DRA GRASI: O peso afeta na viabilidade do bebê prematuro? Ou seja, quanto mais “gordinho” maior sua chance de sobrevivência e menos seu tempo de internação?
Sim. Os bebês que nascem prematuramente são mais vulneráveis a apresentarem intercorrências. São pequenos e frágeis, com uma imaturidade funcional de quase todos os orgãos, necessitando de cuidados especiais. E quanto menor for a idade gestacional e o peso, maiores serão os cuidados para a sua sobrevivência. Os mais "gordinhos ", tem mais chance de evoluirem bem em um período menor de internação.

DRA GRASI: Por que os prematuros perdem peso nos primeiros dias de vida?
Na verdade, todos os bebês, independente de serem prematuros ou não, perdem peso nos primeiros dias de vida. Essa perda pode chegar até 10% do peso de nascimento, e se deve a perda de água. Geralmente, o bebê recupera seu peso inicial com 10 a 15 dias de vida. Porém, no prematuro, essa perda é proporcionalmente maior, o que acaba levando a um período maior de internação e recuperação do peso inicial.

Ficou alguma dúvida? Nos mande um e-mail! pequenosguerreiros@hotmail.com

Monica mãe de Beatriz


***Dra Grasiele Ferrari Beuter: Pediatra e Neonatologista. Plantonista da UTI neonatal do Hospital e Maternidade Santa Brígida e Hospital Pequeno Príncipe.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Parto prematuro ou tardio eleva risco de paralisia cerebral - Folha.com

PARTO PREMATURO OU TARDIO ELEVA RISCO DE PARALISIA CEREBRAL
Reuters

Bebês nascidos um pouco antes ou um pouco depois do prazo têm mais risco de ter paralisia cerebral. O dado é de um estudo que acompanhou 1,7 milhão de crianças na Noruega, publicado no "Journal of the American Medical Association".

A paralisia cerebral é um termo que designa vários distúrbios no cérebro e no sistema nervoso e é a principal causa de deficiência em crianças. Acredita-se que ela se deva a lesões no cérebro durante o desenvolvimento do bebê no útero ou por problemas no nascimento.

PREMATUROS

Os médicos já sabem que o parto prematuro é uma das causas de paralisia cerebral, mas a maioria das crianças com a condição não nasceu antes do tempo.

Os autores investigaram 1,7 milhão de crianças nascidas com mais de 37 semanas de gestação -prazo em que elas deixam de ser consideradas prematuras- entre os anos de 1967 e 2001.

Aquelas nascidas com 39 ou 40 semanas tiveram a menor chance de desenvolver a paralisia. Partos com 37 e 38 semanas ou ainda com mais de 41 semanas de gravidez aumentaram o risco.

Segundo os autores, uma explicação é que o cérebro pode ser mais vulnerável se o bebê nasce antes ou depois das 40 semanas de praxe.

Mas, eles enfatizam, é importante lembrar que o risco absoluto da doença é ainda muito pequeno e que a grande maioria das crianças nascidas com um pouco mais de 40 semanas não desenvolverão paralisia cerebral.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/793544-parto-prematuro-ou-tardio-eleva-risco-de-paralisia-cerebral.shtml

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Letícia Sabatella e Clara em: Prematuro, a luta pela vida - A prematuridade na década de 1990


letícia sabatella filha prematura
fonte
Eu devia ter meus 13, 14 anos quando ouvi falar sobre um bebê tão prematuro. Na realidade, talvez tenha sido a primeira vez que tenha lido algo sobre prematuro! Ouvia um sussurro ali, outro acolá, algo como se fosse proibido "o filho da fulana é prematuro, coitado" ou "ele é assim porque é prematuro".


Até então (e por longos anos) eram essas as referências que tinha. Foi quando uma das atrizes mais famosas da Globo teve um bebê extremamente pequeno que chamou a minha atenção. Li tudo o que encontrava sobre o parto de Letícia Sabatella. O que não significa muito, pois não existia internet e eu morava numa cidade pequena. Mas acompanhei e fiquei muito feliz com o final, sem saber que aquilo, cerca de 15/16 anos depois, faria também parte da minha história.


Encontrei nos arquivos do site Bolsa de Mulher um relato de Letícia Sabatella, retirado do livro "Maternidade: Que delícia! Que sufoco!", de Maria Teresa Marques Moreira, Editora Objetiva, que quero muito dividir com vocês.

~*~
Era a primeira gravidez e eu tinha 21 anos. Lembro de uma sensação de não acreditar muito na gravidez. Eu e o Ângelo estávamos em São Paulo fazendo uma peça. Estava desconfiando e fomos ao médico. Já me sentia diferente. O médico olhou o ultra-som e eu me lembro das palavras dele: “Nossa, está muito bem plantado” . Foi a sensação mesmo de um plantio, de uma semente. Estávamos numa alegria solta. Às vezes começávamos a rir de felicidade. Nossa! Que coisa mágica, que coisa especial estar grávida. Era bem ligada ao milagre da vida. De alguma forma você está ajudando a fazer uma pessoa.

Estava em São Paulo e senti muita vontade de ir para um lugar mais calmo junto à natureza, mas não podia naquele momento. Tinha enjôos, quando viajava de ônibus. Estava mais sensível. Queria ficar mais quieta comigo. Antes mesmo de ficar grávida já estava sentindo isso, uma vontade de ficar reclusa. Na peça que estava fazendo, meu personagem era muito ligado à maternidade. Quando eu fiquei grávida, parecia a continuidade de um processo interior que já estava vivendo. Apesar de não ter sido planejada, não foi uma coisa esquisita, fora do contexto. Parece que planejei de maneira inconsciente. Fui para Curvelo para passar as festas de fim de ano, Natal e Revéillon. Fui para lá com a família do Ângelo. Passamos um Natal de coração mesmo. Foi muito bom ter ido para lá.

Comecei a sentir contrações quando estava na beira do riacho, conversando com a mãe do Ângelo. Uma conversa bem feminina. A gente estava dançando e cantando. Comecei a sentir umas cólicas e comentei com a minha cunhada Soraia. Ela começou a contar as cólicas e disse que eu estava com contrações. Estávamos num lugar que não tinha telefone e nem carro. Alguém foi a cavalo à cidade para pedir que uma pessoa telefonasse para que alguém fosse até lá de carro. Todo mundo ficou apreensivo. Fui no carro com o Ângelo e com a mãe do Ângelo para o hospital da cidade. Era, dia 31 de dezembro, Revéillon.

Foi uma sensação muito forte, porque Curvelo é uma vila do interior mineiro, um lugar bastante árido e plano, não é como o Sul de Minas, não tem montanhas. A sensação que se tem ao olhar o céu é que as estrelas estão muito próximas. Era um céu bastante carregado de estrelas. Estava sentada no carro e o que vi naquela noite foi muito forte. Uma estrela muito próxima e muito grande. O Ângelo também viu essa estrela. Eu disse: parecem luzes de algum lugar, não tinha nada ali, parecia um sinal forte... Eu fiquei olhando para ela, me guiando por ela e parecia que o carro ia na direção da estrela. Quando cheguei ao hospital, o médico foi super-atencioso. Foi uma sorte ter contrações antes do tempo e ter uma pessoa boa para te receber. Ele me examinou e disse que ia nascer, eu disse: “Não pode”.

Clara nasceu com 27 semanas. As enfermeiras são meio parteiras e eu falei: o que eu faço? Me deram um remédio para ajudar nas contrações. Me prepararam para um parto e me disseram: “Aqui em Curvelo não há condições. Não estamos preparados para receber um bebê prematuro”. Ligaram para Belo Horizonte, para uma médica, que é médica da família do Ângelo. Ela arrumou um hospital em Belo Horizonte, falou com a equipe de pré-natal no hospital e fui de jatinho para lá. Nessa hora tive a sorte de poder lançar mão desse recurso. Só que o jatinho só poderia chegar no outro dia, de manhã cedo. Era pouco antes da meia-noite e o nascimento estava previsto para as duas horas da manhã. Fiquei aquela noite ali. À 11 horas da manhã viajei para Belo Horizonte. O jatinho foi em 11 minutos. O que mais demorou foi a ida do aeroporto para o hospital, porque a ambulância tinha de ir a cinco por hora. No hospital estava tudo preparado para nascer o neném, mas fiquei até o dia 4.

Descobriram que estava com uma infecção, me deram antibióticos, em um esforço de me curar. Até uma hora em que não dava mais, em que rompeu a bolsa e Clara nasceu. A médica tinha um astral bem positivo, uma pessoa que transmite uma energia muito boa. Quando a Clara nasceu, ela disse: “Nasceu uma menina”. Lembro de que, quando ela nasceu a médica não chorou, mas quando chorei, ela chorou também. Quando o Ângelo veio falar comigo eu disse: “Vai até ela, porque estou mais lá do que aqui, agora”. Fiquei muito quieta e o Ângelo foi acompanhá-la até a incubadora. Ela teve de ser entubada. O médico da Clara chegou no quarto do hospital e alertou a gente sobre a dificuldade, as necessidades e os riscos imensos de um bebê prematuro. Foi uma prática maravilhosa. Ele foi muito claro sobre o que estava acontecendo. Ele não tinha aquilo de apaziguar nada. Achei muito melhor ele ser extremamente claro e pintar um quadro da cor que ele era.

De alguma maneira, aquilo que ele fazia provocava na gente uma reação de luz e a gente trabalhava para encontrar essa luz, que naquele momento não existia. A gente buscava rezar e compreender aquela situação. De alguma maneira, ele teve um papel muito importante. Em vez da gente se abater com as notícias, a gente reagia e quanto mais o quadro era de dificuldade, mais forte a gente se propunha a ficar. Era uma ação de resistência e isso foi super-positivo. A gente se recuperou muito mais rápido. Nesse dia em que ele falou as coisas claramente eu peguei na mão dele e falei: “Nós somos muito fortes”. Hoje ele é um amigo, é meu irmão, gosto muito dele. É uma pessoa extremamente clara. Não é um médico que acalenta. É uma pessoa bem pragmática. Faz tudo para você reagir. Ele estimula demais a sua presença junto à criança. É muito amoroso. Aliás todos os médicos, as enfermeiras deste hospital são assim. Tem até uma filosofia dentro do hospital, de fazer questão que os pais fiquem junto da criança.

Como a Clara estava em processo de manter a vida, a gente saía para jantar fora. Eu, Ângelo e o médico. Se a gente sentia alguma coisa, saía do restaurante e ia para o hospital. Sentíamos que a presença da gente iria ajudar em alguma coisa. De alguma forma foi uma parceria muito legal com todos os médicos e enfermeiras que cuidaram da Clara. A presença da gente era tal que o médico dizia: “Nossa, é tanto o amor que vocês sentem que o transmitem para toda a equipe”. Foi uma relação de muita amorosidade. Ela ficou três meses no hospital.

Você fica muito sensível no pós-parto. Foi mais doloroso no meu caso. Lembro de que num primeiro momento achei que não era o que queria e que ia ser ruim. Era a imprensa querendo saber, porque a notícia se espalhou. Lembro que dois dias depois que ela nasceu havia uma equipe de jornalistas no salão do hospital. Tive que ir lá fazer uma entrevista coletiva. Fiz a entrevista chorando e quando li as coisas que falei achei coisas estranhas... pensava, nossa, eu falei isso? Não conseguia nem falar na entrevista. Falava coisas que sentia. Que Clara já era uma presença de muita luz, de muita força e me mostrava isso o tempo todo.

Houve uma pessoa que me ensinou a tirar o leite e explicava a importância de estimular o leite. É uma pessoa que eles têm para isso no hospital. Uma fisioterapeuta preparava a Clara para mamar. Um serviço muito bem feito. Amamentar é uma coisa muito boa. A sensação da criança pegando no peito e mamando é muito forte, muito legal. Você prepara seu corpo para produzir alimento. Passa a ser uma fabriquinha de alimento. Você começa a comer coisas que precisa. Não se importa de engordar, toma líquidos... É um bom período para pensar a alimentação. A gravidez inteira é assim. A alimentação se torna uma religião.

A maternidade é uma construção de um amor. É um momento para aprender. Não é um momento estanque, em que você já sabe se tem amor ou se não tem amor. O filho esclarece para a gente essa precariedade que há dentro da gente. Acho que a maternidade ajuda a construir melhor o amor.


Fonte: http://www.bolsademulher.com/familia/bebe-prematuro-226-2.html
Imagem retirada da edição 894 da revista Caras


~*~
E ficamos na esperança de um dia conseguirmos trocar umas figurinhas com Letícia Sabatella especialmente para o blog!

Monica mãe de Beatriz

sábado, 9 de abril de 2011

Em mão de bebê não se pega!


em mão de bebê não se pega
em mão de bebê não se pega!
O post de hoje é uma dica, ou melhor, uma campanha, ou melhor ainda: UM APELO!

Não peguem nas mãos rechonchudas dos bebês por aí!

Confesso que tenho calafrios quando alguém vem de lá e toca na mãozinha de Beatriz que, óbvio, mais cedo ou mais tarde levará à boca.

Mãos humanas são vetores de inúmeros vírus e bactérias. Bebês (e os prematuros ainda mais!) não têm a mesma imunidade que um adulto e invariavelmente têm o hábito de levar as mãos na boquinha.

Na UTI aprendemos a lavar as mãos corretamente e usar álcool para a desinfecção. Beatriz teve alta durante o surto de gripe suína e nós, que já usávamos álcool em gel na rua, viramos os tarados do álcool.

Água e sabão são suficientes, na rua podemos optar pelo álcool 70º. Em gel ou líquido, eu prefiro o líquido. É necessário friccionar as mãos por alguns segundo para a desinfecção. E atenção com os alcoóis em gel perfumados, pode agredir o olfato do bebê.

Abaixo, um passo a passo de como lavar as mãos corretamente:

Em mão de bebê não se pega!

Monica mãe de Beatriz

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogagem coletiva: A Maternidade Real

Fuçando nos blogs da vida, achei uma blogagem coletiva sobre a Maternidade Real, lançada pela Carol Passuello do blog Vinhos, viagens, uma vida comum... e dois bebês! Para quem não sabe, blogagem coletiva é quando institui-se que, naquele dia, vários blogs postarão sobre o mesmo assunto, se é que eu entendi direito. Portanto, excepcionalmente, hoje não teremos um post só. E ele não será exatamente sobre prematuridade, está mais para um desabafo.

Beatriz está com 1 ano e 10 meses e meio. No dia de hoje, especificamente, estou me sentindo o exército de um homem só. E o pior, derrotada no meio do combate. Mas quem nunca se sentiu assim? Quem não tem sonhos e aspirações?

Eu não sou uma mãe perfeita. Para minha frustração, eu não sou uma mãe perfeita. Óbvio, você deve ter pensado, ninguém é perfeito nesse mundo. Porém quando você gesta um bebê planejado, esperado, uma ideia que se amadureceu por uma década, você gesta também a mãe que você será.

A mãe que gestei, pariria de 42 semanas, parto natural, sem analgesia. A mãe que gestei, teria as mamas fartas de leite que seriam oferecidos em livre demanda por meses a fio. A mãe que gestei teria um farto repertório de boas músicas para ninar. De coisas fúteis à política da correta maternidade, a mãe que gestei transitaria placidamente, quase como se flutuasse e tudo fluiria às mil maravilhas.

É claro que, nem nas histórias em que se chega ao termo da gestação, as coisas são tão em tons pastéis assim. Mas a mãe que gestei teria seu bebê calmo, louro e rechonchudo nos braços logo após nascer.

Quero deixar claro que sei que existem histórias muito mais sofridas que a minha. Bebês muito mais guerreiros e mães muito mais louváveis. Nem venho aqui ensinar a como ter um prematuro extremo saudável. Isso é uma conjunção de fatores que, talvez, só a sua religiosidade explique. E sigo numa luta diária, tentando ser a melhor mãe que posso ser.

Monica mãe de Beatriz

Profissionais da prematuridade: quem é quem na vida do prematuro

Ao nascer um prematuro, um mundo novo se apresenta aos pais que não são da área da saúde. De repente você tem que aprender termos técnicos, nomes de aparelhos, de doenças e procedimentos que você não tinha nem noção que existia.

Uma lista de profissionais envolvidos com nossos bebês aparece em nossa frente. Com muitos deles teremos que conviver por bons meses ou anos. Vamos descobrir quem é quem?

Equipe de enfermagem: é composta por técnicas de enfermagem e enfermeiras. As técnicas têm formação de nível médio e fazem a parte mais prática. As enfermeiras têm nível superior e, além de atender os bebês, supervisiona as técnicas. Há uma enfermeira chefe nas UTIs.

Neonatologista: são os médicos plantonistas da UTI. O neonatologista é um pediatra especializado em bebês recém-nascido, especialmente aqueles nascidos antes do tempo e/ou com algum problema de saúde. Toda UTI tem um médico chefe.

Pediatra: é o médico que cuida de bebês e crianças, serão anos acompanhando seu bebê, procure por um enquanto o bebê ainda estver internado.

Cardiologista: médico especializado em coração. Prematuros extremos nascem com uma pequena veia do coração aberta que pode se fechar ou não com medicação. Algumas vezes é necessária cirurgia. Alguns bebês precisam de acompanhamento por causa deste probleminha.

Oftalmologista: médico especialista na visão, "oculista". Bebês prematuros podem sofrer de Retinopatia da Prematuridade, uma das mais importantes causas de cegueira. O oftalmologista acompanhará durante a internação e é necessário acompanhar de acordo com a prescrição, fundamentalmente os prematuros extremos.

Neuropediatra: pediatra especializado em neurologia, o cérebro/sistema nervoso do bebê. Bebês prematuros tendem a ter hemorragias intracranianas que podem ou não lesionar partes do cérebro. Através de exames como eletroencefalograma, tomografia e ultrassonografia, o neuropediatra irá acompanhar nos primeiros meses ou anos.

Pneumopediatra: pediatra especialista nos pulmões/aparelho respiratório do bebê. É mais do que sabido o quão frágeis são os pulmões do prematuro. Além da imaturidade, o oxigênio causa danos (claro que as benesses são infinitamente superiores aos danos) nos pulmõezinhos. Durante os primeiros sete anos estarão propensos a desenvolver mais problemas que crianaças nascidas no tempo certo. São temabém mais atngidos por alergias como rinite, sinuste, asma.

Endocrinologista: médico que cuida dos problemas hormonais e de crescimento que podem ser causados pela prematuridade.

Imunologista: médico que cuida da imunidade do bebê.

Gastroenterologista: médico que cuida do aparelho digestivo do bebê (estômago, intestino). Muitos bebês de UTI desenvolvem enterecolite, um problema no intestino e podem necessitar de cirurgia e acompanhamento.

Nutrólogo: médico especialista na alimentação do bebê. Muitas vezes é necessária intervenção médica para que o bebê ganhe peso de maneira adequada. Investiga causas fisiológicas da nutrição.

Nutriocionista: profissional de nível superior que cuida da dieta do prematurinho. Diferente de nutrólogo, podem trabalhar em conjunto.

Fisioterapeuta: profissional de nível superior que trabalha com a parte motora do bebê, estimulando e diminuindo o atraso motor que a maioria dos prematuros apresenta. Trabalha também com fisioterapia pulmonar, ajudando na recuperação e prevenção, principalmente no iinverno.

Fonoaudiólogo: profissional de nível superior que trabalha com a caixa fonadora do bebê, ou seja, boca, língua, garganta. Na UTI, o fonoaudiólogo ajuda o bebê na pega correta do bico do seio e trabalha com a sucção. No decorrer do desenvolvimento, alguns bebês podem necessitar de ajuda para corrigir a fala.

Não se assute! Não são todos os prematuros que necessitam de todos estes profissionais. Cada caso pe um caso. A lista é interessante apenas para não ficarmos perdidos quando falarem de algum profissional.

Beatriz faz acompanhamento com neuropediatra, pneumologista, oftalmologista e pediatra, claro! Fizemos, também, fisioterapia motora até andar, com 15 meses. Além de fisioterapia pulmonar de prevenção durante o inverno passado, o primeiro inverno fora da UTI. Contratamos uma fonoaudióloga para nos ajudar na sucção durante a UTI.

Como mãe prematura, eu procuraria um pneumologista e um fisioterapeuta após a alta. Independente de encaminhamento ou não do pediatra. Vejam bem, não estou desautorizando os pediatras! Sou fã nº1 destes profissionais que salvaram a vida da minha filha! Porém alguns não indicam nenhum especialista após a alta. Acho que vale apena procurar estes dois profissionais nem que seja para ouvir: seu filho está bem, não precisa de acompanhamento.

Leia também: Mamãe, papai, bebê e pediatra, como manter esta delicada relação.

Monica mãe de Beatriz
Beatriz se despedindo da UTI
técnicas, enfermeiras e neonatologista da Maternidade Santa Brígida
no colo da amadíssima Rafaela, mais que fisioterapeuta!

O conteúdo deste blog é meramente informativo e não substitui uma consulta com seu pediatra de confiança!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...