segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pequena Guerreira Júlia Maria e mamãe Ana Paula em: Prematuro, a luta pela vida

A abençoada Júlia Maria com
sete meses!
Júlia Maria nasceu com apenas 880 gramas! A mamãe Ana Paula nos conta um pouquinho da história desse milagre, batizada em honra da Mãe de Jesus.

Sou casada desde 2006 e sempre sonhei em ser mãe. Sempre soube, desde meus 15 anos, que seria muito difícil eu engravidar, pois tenho ovários policísticos, não menstruo e com isso também não ovulo. Então como engravidar se não ovular? Passei por muitos, mas muitos médicos mesmo. Fiz por duas vezes tratamento com remédios ovular. Os dois tratamentos foram em vão, nada aconteceu. Até que eu disse a mim mesma que iria tentar pela última vez, se não desse certo desistiria e aguardaria a vontade de Deus. Após fazer todos os exames para afastar qualquer outra dúvida, meu médico me pediu um prazo de um ano e disse que eu engravidaria. Porém, como já tinha feito o tratamento com os remédios para ovulação, ele pulou essa etapa. Fomos direto para a videolaparoscopia, que foi feita em setembro de 2010. No mês de novembro do mesmo ano veio a notícia que meu sonho estava prestes a se tornar realidade. Só teríamos que aguardar até julho de 2011. Ficamos muito felizes e logo fomos contar a novidade aos familiares. Eu já estava de 7 semanas. Minha gravidez foi super tranqüila. Não tive nem um enjoo, minha pressão sempre muito boa, 12 x 8. E assim fomos caminhando.

Com 11 semanas já descobrimos que seria uma menina e seu nome seria Julia. A nossa Julinha. Não me preocupava em fazer enxoval, pois ia demorar muito para a ela nascer. Até que no dia 16 de abril, um sábado, eu estava super tranquila. De manhã tido ido comprar as coisas para montar e pintar o quarto da minha filha. Passado um tempo em que já tinha chegado em casa, eu não estava com vontade de fazer xixi, meu short estava molhado, mas desencanei. Pensei que tinha sido um escape de xixi. Ledo engano o meu. Minha bolsa tinha estourado e eu ainda estava com 26 semanas. Fui para o hospital, porém, como era grávida de primeira viagem, não tinha idéia do que estava acontecendo. Quando cheguei ao hospital, o plantonista me examinou e já foi me preparando que minha bebê iria nascer, mas que provavelmente não sobreviveria, pois o tempo de gestação era muito pequeno e o bebê nem bem formado estava. Chorei horrores. Chamaram o meu médico e ele mandou me internar. Fiquei internada por quatro dias. Nesse tempo, a bebê era monitorada o tempo todo e com ela estava tudo bem.

No dia 20 de abril, quando completei 27 semanas, fui transferida para outro hospital, que tinha UTI Neonatal, pois naquele dia minha bebê nasceria. Todo líquido da minha bolsa já havia vazado. Julia nasceu às 14h15, APGAR 9 e 10, 880 gramas e 34 centímetros. Só pude vê-la no outro dia. Chorei muito ao vê-la, pois era o menor bebê da UTI. Com cinco dias teve um edema pulmonar, porém essa foi a única intercorrência durante sua internação na UTI. Chegou a pesar 685 gramas. Os médicos pediam para que confiássemos e tivéssemos fé em Deus. E foi o que fizemos. Recebeu duas transfusões de sangue. Ficou dezesseis dias entubada, dois dias no CPAP e o restante no oxigênio. Desmamou do oxigênio quando tinha 35 dias. Ficou um total de 55 dias na UTI. Nem os próprios médicos acreditam como sua recuperação foi rápida. Estava com aproximadamente 1,800 quilos quando teve alta da UTI. Ficamos internadas mais oito dias na pediatria, pois quando fui trocá-la, descobri uma hérnia inguinal. Sendo assim, só poderíamos ir para a casa depois que fosse operada, e para isso precisaria atingir 2 quilos.

No dia 22 de junho de 2011, com 2,100 quilos, levamos nosso pacotinho para casa. Um misto de medo e alegria. Mas tudo foi se ajeitando e se acertando. E assim estamos indo até hoje. Nunca tivemos que voltar ao hospital, graças a Deus. A mãe aqui que vos fala ainda tem algumas neuras e medos, mas creio que seja o normal das mães de UTI. Graças a Deus, até agora, Julia não apresenta nenhuma sequela. Faz fisioterapia duas vezes na semana. Está com 7 meses e pesa 6,350 quilos. Como ela é nossa guerreira e um verdadeiro milagre, acrescentamos o Maria em seu nome, pois a Mãe de todos os homens nunca nos desamparou.


Editado por Monica mãe de Beatriz

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