segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pequeno Guerreiro João e mamãe Neyla em: Prematuro, a luta pela vida

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João super sapeca com
dois aninhos!
Mamãe Neyla conta um pouco sobre seus 28 dias de UTI com o pequeno João, e as dificuldades de estar do outro lado de uma UTI, como paciente e não profissional. Acompanhem!

Sou a Neyla, casada com o André e moramos em Taguatinga no Distrito Federal. Deixa-me contar um pouco da minha história, sempre tive vontade de engravidar. Após seis anos usando DIU, resolvemos tirar e foram oito meses de tentativas, estava finalmente GRÁVIDA! Tive uma gravidez relativamente tranqüila. Descobri que estava grávida quando estávamos viajando, e a nossa surpresa ao chegar em casa, descobrimos q nossa casa tinha sido roubada. Tomei aquele susto, trabalhava à noite em UTI adulto, sou técnica de enfermagem, e isso me deixava muito cansada por pegar pacientes bastante pesados. Tive também algumas infecções de urina. E acabei trocando de médico aos cinco meses de gestação.

Dia 18 de março de 2009, fui para a faculdade, apresentei um trabalho, de lá para consulta com meu obstetra e estava tudo normal. À noite, fui ao banheiro e vi sangue. Achei muito estranho, gritei por minha irmã e fomos ao hospital, minha irmã, dois sobrinhos, marido e eu. Meu médico pediu para um colega me atender, fez toque e o colo do útero estava fechado, nenhuma dilatação, ecografia e tudo bem com o João. Mas mesmo assim ele resolveu me internar para investigar. Já nesta noite, tomei uma injeção para amadurecer o pulmãozinho do meu bebê. No dia seguinte, outra ecografia e mais uma injeção. Também usava um cardiotoco para auscultar o coraçãozinho dele. Fui colocada em repouso, pois meu pequeno queria nascer e ainda não estava na hora. Ainda estava com 31 semanas e 2 dias, não havia nem completado os sete meses. Em outra ecografia, descobrimos que estava perdendo líquido. Eu, leiga, achava que era só xixi, por estar tomando muito soro! Mais uma ecografia e quase não tinha mais líquido. Como tinha completado as 32 semanas, meu médico resolveu fazer logo a cesárea, para o João não entrar em sofrimento fetal.

Liguei desesperada para minha mãe que mora na Bahia. Desci até a UTI Neonatal do hospital para conhecer onde meu pequeno ficaria, pois por ser prematuro o médico me falou que ele iria direto para lá assim que nascesse, e assim aconteceu. João nasceu as 17h05 e foi direto para a UTI. Nasceu com 42,5 centímetros, 2,050 quilos. Primeiro ficou em ar ambiente, mas como o pulmãozinho ainda não estava maduro, foi para o CPAP. Só fui conhecer meu filho no dia seguinte. Quando cheguei à UTI eles estavam entubando meu bebê. Ele estava tendo dificuldades para respirar. Acredito que para mim era mais difícil, porque eu tinha experiência profissional com tudo aquilo. Ele ficou no tubo por nove dias. Só pude tocar em meu filho pela janela da incubadora e colocá-lo no colo pela primeira vez foi dia 1º de abril. Que emoção! Não tem explicação! Para mim, meu filhote estava nascendo naquele dia, quando também começamos a tentar que ele pegasse o peito. Como ele nasceu antes de 34 semanas, não sabia sugar e respirar ao mesmo tempo. Tinha uma sonda na boquinha para alimentação. Foi feito um acesso para ele tomar antibióticos, devido ao meu histórico, meu bebê era resistente a antibióticos, foram feitas três trocas.

No dia 09 de abril, descobrimos que ele havia tido uma hemorragia cerebral de grau I. Quase enlouqueci! O rapaz que fez o exame me disse que meu filho ficaria com seqüelas. Quais? Ele não sabia, deveria me informar com o médico, que me acalmou dizendo quanto maior o grau, maiores as chances de seqüelas.

A minha rotina era levantar às sete, partir para o hospital e sair de lá só às onze da noite. O hospital tinha uma estrutura para os pais dos bebês internados, com uma sala com tevê, onde podíamos descansar um pouco. Eu não tinha cansaço. Muita gente fala das dificuldades que se tem após uma cesárea, mas não tive nada. Os 28 dias que meu filho esteve internado, estive ao lado dele na incubadora. Acredito que Deus me deu muita força para conseguir passar por tudo isso. Ele é maravilhoso! Aos dezesste anos fiz cirurgia para redução dos seios, sabia que não conseguiria amamentar meu filho, é muito difícil quem faz essa cirurgia conseguir. Nem preparei meu seio durante a gestação. Mas mesmo assim meu leite desceu antes do João nascer. O período em que ele ficou na UTI, tirava leite todos os dias.

Tive algumas crises loucas nesse período, como um dia que disse ao médico que iria tirar meu filho daquele lugar, pois era a mãe e tinha esse direito. A psicóloga do hospital teve trabalho nesses 28 dias! Vi muitas mães em situações bem complicadas no período que estive lá. Algumas com filhos internados há dois anos, desde seu nascimento. Meu problema era pequeno.

No dia em que Dra Cira deu alta para o João, foi muito engraçado! Eu perguntava repetidamente se ela estava dando alta porque eu estava os perturbando muito ou se porque ele estava bem! Graças a Deus meu pequeno teve alta e pude levá-lo para casa e mostrar o quarto que preparamos com muito amor. Ele saiu do hospital com 2,640 quilos, dia 20 de abril de 2009, tomando o Pré-Nan e mamando ao seio também! Até hoje agradeço muito a Deus pela vida do meu filho. Ao Dr. Marcelo, um obstetra maravilhoso e a toda equipe da UTI Neonatal do Hospital Anchieta. Um pessoal que faz a diferença. Trabalham com amor, cuidam dos nossos filhos como se fossem os deles.

Hoje meu pequeno é um garoto forte, saudável, serelepe, sapeca, que nunca fica doente, nem gripe! Muito amor e dedicação. Falo para meu marido que essa experiência que passamos foi bom para amadurecermos, crescermos juntos, darmos valor as coisas boas que Deus nos dá. Hoje meu príncipe testá com 2 anos e 6 meses, sapeca demais! Um beijo a todas as mamães.


Editado por Monica mãe de Beatriz

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Um comentário:

  1. E EU COMO TIA DE PRIMEIRA VIAGEM,ESTAVA LÁ.FIRME E FORTE COM ELES!!!BJS

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