segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pequeno Guerreiro Gustavo e mamãe Renata em: Prematuro, a luta pela vida

O fofo Gustavo,
Guguzinho para os íntimos!
Guguzinho precisou ficar mais de quatro meses recluso em casa pr sua baixa imunidade, leia a emocionante história que a mamãe Renata tem para compartilhar conosco.

Sempre desejei ser mãe antes dos trinta anos, acreditava que neste período tudo seria perfeito. Casei aos vinte e cinco, ainda cursava a faculdade e decidimos que tentaríamos uma gravidez após o término do curso, para poder curtir a gravidez sem maiores preocupações. No final de 2008, meu sogro adoeceu e sentimos o desejo de dar um netinho para alegrar sua vida. No início de 2009, em janeiro, descobrimos que seríamos pais, porém isso aconteceu cinco dias após a partida do vovô. Infelizmente ele não soube ao menos da boa noticia. Um choque pra o início de uma gravidez.

Tive enjôos durante cinco meses, engordei bastante, mas fazendo sempre tudo certinho, com o devido acompanhamento médico. Quando soubemos que era um menino, nossa casa começou a ver tudo azul! Decoração, roupinhas, bichinhos, tudo com muito carinho pra aguardar o pequeno Guguzinho. Fui muito cautelosa, talvez por ser uma profissional da saúde, me resguardando ao máximo para manter uma boa saúde até o final da gestação.

Minha última consulta antes do nascimento do meu bebê foi com 30 semanas e tudo corria muito bem, já tínhamos agendado o parto para o final de setembro de 2009. Na madrugada de 5 de agosto de 2009, às 3h30, me levantei para ir ao banheiro e percebi que estava com a roupa molhada. Liguei para o médico e fomos imediatamente ao hospital. Após o exame, o médico me disse que realmente minha bolsa havia estourado e seria necessária a realização da cesárea naquele momento. Naquele instante comecei a tremer muito, mas muito mesmo. Não entedia porque tão rápido, eu tinha feito tudo corretamente. Senti vontade de chorar quando a enfermeira me perguntou quantas semanas, eu respondi 33. Era muito cedo, eu achava que estava tudo tão bem. E realmente estava. Não tive alteração de pressão arterial, não tive infecções, não realizei nenhuma atividade desgastante. Então entendi que era a hora certa de Deus, só isso. O parto foi rápido, calmo, indolor, pude ver meu bebê assim que nasceu mas foi logo levado para o berçário. Ele nasceu as 5h30, com 43 centímetros, pesando 2 quilos. Apesar de não ser tão pequeno e nem tão magrinho, estava com dificuldades para respirar. No mesmo dia foi encaminhado para a UTI neo-natal.

Quando o vi pela primeira vez depois da hora do parto já era noite, eu estava dolorida, muito ansiosa pra ver a carinha dele direito. Foi chocante e inesquecível. Ele estava no bercinho, meio sujinho ainda, sem roupa, não chorava e fazia um esforço enorme para respirar. Eu nem podia tocar nele pela sua fragilidade. Voltei para o quarto com a sensação de não ter o chão embaixo dos pés. Não conseguia ao menos chorar. Parece que durante horas eu não estava ligada, fiquei extasiada. Pedimos a Deus que nos preparasse para momentos difíceis e a partir desse momento eles vieram. Fomos informados que ele tinha piorado, depois que tinha tido uma parada respiratória e foi entubado, e depois ainda que estava com icterícia.

Fomos pra casa sem ele, só podíamos vê-lo por poucos instantes na UTI para não comprometer seu tratamento pois a cada instante ele precisava de cuidados mais rigorosos. Durante dez dias ficou no respirador, com os olhos vendados e ainda não podíamos tocar nele. Em casa, meu marido e eu estávamos vivendo uma situação surreal. Parecia que estávamos em outro planeta, numa realidade que era só nossa, como se o mundo ao redor fosse outra realidade. Nossa primeira grande emoção foi no décimo segundo dia quando fomos informados que ele tinha tido uma pequena melhora. Foi a primeira vez que pude tê-lo em meus braços e ver seus olhos olhando pra mim. Enfim eu chorei com esperança e não com desespero. Nos dias que se seguiram, ele teve pneumonia e voltou a ficar instável, mas já era alimentado através de uma sonda com o leite que eu tirava pra levar.

Somente com vinte dias pude começar a amamentar de verdade, o que foi outra grande emoção. Coisas tão simples são muito valorosas pra quem tem seu bebezinho antes do tempo esperado.

Com 28 dias ele teve alta pra ir pra casa, porém como sua imunidade ainda era muito frágil, ficamos resguardados em casa, sem poder receber nenhuma visita, durante quatro meses, só saindo de casa pra consultas pediátricas. Somente no dia 22 de dezembro de 2009, mais de quatro meses depois de seu nascimento, Gustavinho teve autorização pra começar a ter contato com o mundo. Eu também. Durante este período de reclusão, meu único contato foi com ele e posso afirmar que apesar de tudo, foi o melhor período da minha vida.

Hoje o Gugu já tem dois anos. Demorou bastante pra sentar sozinho e depois para andar, continua magrinho, mas come de tudo e bastante. Graças a Deus é muito saudável e inteligente, divertido e lindo, claro! Tudo o que passamos jamais será esquecido, o que é bom, pois nos faz agradecer o tempo todo por Deus nos ter dado este guerreiro de presente.


Editado por Monica mãe de Beatriz

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