segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pequeno Guerreiro Nícolas e mamãe Edileuza em: Prematuro, a luta pela vida

Hoje, Nicolas é um
menino lindo e cheio de talentos.
mesma fonte
O relato de hoje tem uma particularidade, a mamãe Edileuza nos enviou o link do Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, aqui de Curitiba, onde foi publicado na sessão Eu Venci. Os créditos são de Melise G. Bochnia, para acessar a história em sua fonte original, acesse: http://www.hnsg.org.br/euvenci/detalhes_depoimentos.html?id=3#!key=milagre-da-vida

A administradora Edileuza Maciotta e seu marido Fabio Maciotta desejavam ser pais no ano de 2010. Para alegria do casal, não somente realizaram esse sonho, mas foram surpreendidos com uma gravidez de gêmeos.


Tudo ia muito bem e tranquilo na gestação. Porém, na madrugada de dia dos pais, na 24ª semana de gestação, Edileuza foi levada ao Hospital Nossa Senhora das Graças com fortes contrações. Talvez nesse momento não imaginasse, que era a hora que seus filhinhos escolheram para nascer.
A partir desse momento, foram 117 dias de trajetória na UTI pediátrica do HNSG. Infelizmente, um dos gêmeos não sobreviveu. Mas um dos anjinhos, Nicolas, lutou pela vida a cada minuto e precisou de todo apoio dos profissionais da saúde e dos pais para se desenvolver e crescer mesmo estando fora da barriga da mamãe. Chegou a pesar 485 gramas, e saiu do Hospital saudável com 2.135 Kg.


Hoje, quase um ano após o nascimento, Edileuza comemora o bebê lindo e saudável que tem nos braços e nos conta abaixo a sua emocionante história. Um depoimento de fé e vida. Confira.

Eu e meu marido sonhávamos em ser pais no ano de 2010 e para nossa alegria, fomos abençoados pelo Senhor, que nos deu a graça de serem gêmeos. Nós esperávamos dois bebês saudáveis e tudo dentro dos conformes. No entanto, não foi o que aconteceu.

Com quase 6 meses de gestação (24 semanas), comecei a sentir contrações na madrugada de domingo do Dia dos Pais, e por falta de experiência achei que fosse apenas cólicas, mas com o passar das horas a dor foi se tornando mais intensa. A decisão de saber o que fazer nessa hora só foi possível porque eu havia feito uma visita para conhecer a maternidade do Hospital Nossa Senhora das Graças e fui orientada para agir em uma emergência, o que na minha opinião foi fundamental para o nascimento dos meus filhos.

Então, pedi para que meu marido me levasse urgentemente ao HNSG. Cheguei ao hospital às 3h40min, fiquei em observação até às 6h30min da manhã, quando os meninos pediram para nascer. Nesse momento, fui atendida pela Pediatra que me conscientizou da gravidade da situação e me disse que ela e sua equipe fariam tudo que fosse possível pelos meus filhos. Segundo o médico meu útero não suportou o peso.

Os bebês nasceram muito prematuros, mas me senti aliviada por vê-los com vida. Escutar o choro deles ao nascer me trouxe muita esperança. A minha primeira visita me deixou encantada, eles eram muitos pequenos e perfeitos. Mas ao mesmo tempo eu me sentia impotente por saber que ainda não era a hora deles terem nascido. Quanto antes aprendêssemos a lidar com a situação, mais cedo a nossa dor seria amenizada. Só tivemos força porque nós sabíamos todo o tempo que Deus estava conosco e isso nos ajudou a seguir em frente, afinal se eles estavam ali lutando por suas vidas, nós também tínhamos que fazer a nossa parte, sempre tivemos muita fé e esperança na recuperação deles.

Tivemos momentos muito difíceis, pois bebês prematuros são uma caixinha de surpresa, um dia esta bem e no outro nos assustam, o que é normal para quem está se adaptando fora do útero materno. Porém, infelizmente, perdemos um dos meninos após 48 horas. Não esperávamos pela ida do nosso filho, que agora está sendo cuidado por Deus. Mas ainda havia um, que precisava de nós! Um anjo, lutando pela vida todos os dias. E quem nos ajudou a superar toda a situação, foi ele mesmo.

Foi muito difícil chegar em casa e não ver meus filhinhos ali, olhar para o quartinho deles e não escutar nenhum choro de criança. Daquele momento em diante, começaria uma vida de adaptação para nós.

Foram 117 dias de muita luta. Nícolas passou mais de 100 dias respirando com ajuda de Oxigênio, mas a nossa esperança aumentava a cada dia. Recebíamos muita força dos familiares e amigos, além de orações que refletiram diretamente em cada notícia boa que recebíamos na recuperação do nosso menininho que precisava de muito amor e carinho. Para mim, foi uma surpresa segurá-lo pela primeira vez, aos 70 dias de nascido. E graças a equipe maravilhosa do HNSG, o Nícolas, meu bebê, foi muito cuidado e amado, por todos. Tenho certeza que os cuidados que os enfermeiros tiveram com ele e toda a torcida foi determinante na sobrevivência do meu menino.

Quando o Nicolas nasceu, pesava apenas 655g e media apenas 31cm. Ele chegou a pesar 485g. Neste momento, a vida dele não dependia de nós, pais, que o queríamos tanto, mas nada podíamos fazer. Somente a UTI pediátrica poderia ser o instrumento que Deus usaria para salvá-lo, lá tinha tudo que ele precisava. Só poderíamos ter muita fé. E assim, cada grama que ele ganhava, era um motivo de extrema alegria para nós e todos que torciam e cuidavam dele.

Todo esse amor e carinho que nós, a equipe do HNSG, os amigos, familiares demos a ele, reflete no bebezinho calmo, saudável e lindo que ele é hoje, nos dando muita alegria. É muito gratificante olhar e saber que ele é um verdadeiro Milagre da Vida, é um sentimento de estar realmente mais perto de Deus e sentir que todas as orações oram ouvidas. Ter, hoje, a oportunidade de presenciar cada sorriso do Nícolas é uma sensação indescritível, são essas coisas que fazem tudo valer a pena! Enquanto há vida, há esperança!

Espero vê-lo daqui a 10 anos como uma criança saudável, lindo, comunicativo, esperto e inteligente e vitorioso em tudo, como tem demonstrado desde que nasceu. Daqui há 20 anos, acreditamos que teremos um rapaz muito bem educado, e amoroso com seus pais e muito bem relacionado. Um verdadeiro exemplo de superação que ele certamente levará para sua vida toda.

Deixo aqui, o meu muito obrigada a toda equipe UTI, aos amigos e familiares e a união de todas mães de UTI, por cada palavra de apoio e força que recebemos ao longo de nossa trajetória.

MINHA MENSAGEM

Mães, agradeçam a Deus todos os dias por cada segundo de vida de seus filhos! Sempre que entrarem na UTI esqueçam o mundo aqui fora, entrem de alma limpa, levando o máximo de amor e carinho aos seus filhos, vivam cada segundo intensamente, pois eles são únicos!

Deixem de fora toda ansiedade, pois seus filhos estão em ótimas mãos. A recuperação de cada criança é única e tem que ser feita no tempo deles e não no nosso, isso as vezes não é entendido pelos pais.

Falo de coração, pois já vivi intensamente essa vida de Mãe de UTI, e sei que o melhor de tudo é ter a esperança que Deus sempre nos dá uma chance nova a cada dia, que temos a oportunidade de apreciar.

A lição que tirei de tudo isso é viver um dia por vez com toda intensidade! Para as mães que estão vivenciando isso nesse momento, desejo muita força, e tenham Fé essa tempestade vai passar, e o sol voltará a brilhar em suas vidas


Um lindo detalhe desta história de luta é o fato de uma das meninas da equipe de enfermagem ter se tornado a madrinha do pequeno Nícolas! la o presenteou com este belíssimo vídeo:



Quer ler aqui a história de seu bebê? Mande um e-mail com fotos e autorização para: pequenosguerreiros@hotmail.com.
Todas as histórias são editadas antes de serem postadas.

O Projeto Pequenos Guerreiros apoia a amamentação do prematuro ao seio.
Não nos responsabilizamos pela veracidade dos fatos.
O Projeto Pequenos Guerreiros é a favor da liberdade de credo.

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