segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Prematuro, a luta pela vida: a história do Pequeno Guerreiro Cauã e da mamãe Lucimara

Cauã, hoje, exibindo
seus 11 quilinhos
de gostosura!
Lucimara enfrentou a Síndrome de Helpp e o pequeno grande guerreiro Cauã nasceu com apenas novecentos gramas. Se emocione você também.

Eu e meu marido já contávamos com cinco anos de casados e desejávamos muito um bebê, quando em um teste de farmácia, descobri que estava grávida. A felicidade de toda família foi completa! Na primeira ecografia descobri que era um menino.

Tudo ia muito bem e o sexto mês do bebê mais esperado do ano já se aproximava. Marcamos o chá de bebê para o dia 12 de junho de 2010. Estava organizando todos os preparativos, quando no dia 25 de maio de 2010, comecei a sentir fortes dores no estômago. Achei que era seu pezinho embaixo da minha costela. Naquela noite dormi sentada. Na manhã seguinte acordei mais disposta e meu marido saiu para trabalhar. De repente senti sangue descendo e entrei em desespero. Chamei o vizinho para me levar ao hospital. Ao chegar, só queria ouvir seu coraçãozinho para ter certeza que estava tudo bem. Fiquei internada por oito dias. Segundo o médico me informou, minha placenta havia rompido e deveria ficar em repouso. Assim fiquei por nove dias.

Meu marido, vendo que só perdia sangue e já não estava me alimentando, questionou o médico, que sé então fez uns exames e verificou que meu estado era grave. Meu bebê deveria ser retirado naquele mesmo dia, mas o hospital não tinha UTI Neonatal. Desesperado, meu marido meu colocou no carro e saiu pelas ruas de Curitiba em busca de um hospital que nos acolhesse. Depois de várias portas fechadas, o Hospital do Trabalhador me acolheu. Tive uma doença chamada Síndrome de Helpp. Precisei fazer transfusão de plaquetas e no dia 3 de junho de 2010, às 23h40, meu grande guerreiro Cauã nasceu. Pesando 900 gramas e medindo 35 centímetros. Nasceu chorando muito inclusive fez xixi na enfermeira! Ele foi levado à UTI Neonatal e eu também fui para a UTI, assim fiquei alguns dias sem ver o meu bebê.

E como toda mãe de UTI, passei por altos e baixos. A cada dia que abríamos aquela porta, nos deparávamos com uma surpresa: àss vezes boa, às vezes ruim. A cada grama de peso ganho, uma vitória!

Depois que saí da UTI, passava os dias ao lado do meu filho, cantando, orando com ele, conversando e às vezes dando bronca. Lembro que passamos a Copa do Mundo dentro da UTI e contávamos tudo para ele! Lembro que sempre chegava ao hospital, às 10h. Naquele dia, devido ao trânsito, me atrasei. Minha irmã me ligou no celular e disse que haviam ligado do hospital, mas não lhe falaram porquê. Cheguei correndo na UTI, pensando que houvesse acontecido algo e, para minha felicidade, a incubadora de Cauã estava sendo transferida para a ala de bebês de médio risco! Abracei as enfermeiras e chorei muito, pois a primeira batalha já havíamos vencido.

O peso dele ainda era baixo: 1,500 quilos. Tínhamos que ficar mais uns dias para ganhar peso, mas como é difícil ganhar estes graminhas! Passada uma semana, o doutor me disse que se Cauã ganhasse trinta gramas, iria embora. Arrumei sua malinha e preparei a roupa da saída da maternidade. Naquela noite nem dormi! Era uma sexta-feira e fomos logo tirar a roupa do Cauã para pesá-lo. Para meu desespero de mãe, ele perdeu 50 gramas. Entrei em desespero e comecei a chorar muito. As enfermeiras me acalmaram. No dia seguinte, dia 25 de julho de 2010, para nossa surpresa, Cauã havia engordado 150 gramas e a médica do plantão nos deu alta. A emoção tomou conta de todos! Com 1,800 quilos, o meu guerreiro recebeu alta.

Quero agradecer a todos do Hospital do Trabalhador de Curitiba pelo excelente trabalho, carinho e amor que cuidam de cada bebê e mãezinha que passam por vocês. Muito obrigada!

Hoje o Cauã estácom 1 ano e 3 meses, 11 quilos, nunca teve nada e é super inteligente. Já fala algumas palavras e está quase andado. Ser mãe de prematuro é ter um amor muitíssimo maior que uma mãe de termo. É aprender a valorizar as pequenas coisas que os nossos filhos fazem, pois o que para uma outra mãe é normal, para nos é uma vitória e uma alegria. A maior lição de vida que aprendi com meu filho foram 900 gramas de muita luta, superação e vontade de viver. Obrigada meu grande guerreiro por você existir na minha vida.


Editado por Monica mãe de Beatriz

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