segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Prematuro, a luta pela vida: a história do Pequeno Guerreiro Cauã e da mamãe Geissa

O fofo do Cauã, sempre alerta!
Geissa não esperava pelo parto prematuro do pequeno Cauã. Com o tempo as feridas foram se curando e hoje mamãe e filhinho curtem juntos! Acompanhe esta linda história.

Minha gravidez foi planejada após três anos de relacionamento com meu marido Thiago. Parei de tomar a pílula e para minha surpresa engravidei no mesmo mês. Não sabia ainda que era apenas o começo das "surpresas". Tive um começo de gravidez muito tranquilo, sem enjoos, sem tonturas e sem ganho de peso extra. Ficamos muito felizes quando descobrimos que era um menino, que tanto desejamos. Fomos curtindo cada momento. No final de 2010, na praia, estava linda, exibindo uma barriguinha de cinco meses! Na volta do ano-novo estava programando o chá de bebê, o book e estava terminando o quartinho do meu menino, que se chama Cauã. Estava então no sexto mês, ou na contagem de semanas, com 26 semanas.

No dia 10 de janeiro estava no trabalho (sou farmacêutica, estava na farmácia) e me senti estranha, a minha barriga endurecia e me dava vontade de fazer xixi. Minha colega de trabalho, mãe de dois, me aconselhou a ir na maternidade só para ver o que era, mas na verdade ela não quis me assustar. Ela sabia que eram contrações. Até o dia que o Cauã nasceu foram dezoito dias e três internações. Até que no dia 28 de janeiro, uma sexta-feira, com 29 semanas e 4 dias, tive descolamento prematuro de placenta e foi feita uma cesárea de emergência. O Cauã nasceu com APGAR 2 e 7, 1,435 quilos e 38 centímetros. Foi entubado na sala de parto e foi para a UTI Neonatal. Eu não o vi no momento do nascimento e como também fui para a UTI por precaução de uma hemorragia, só pude vê-lo no dia seguinte, à tardezinha.

Fiquei chocada quando o vi tão pequeno, magro e com aqueles tubos e aparelhos. Me negava a aceitar aquele bebê. Não era o que eu sonhava. A médica disse que era um bebê grave, com o pulmão muito imaturo, mas que estava com a ventilação mínima, que em 24 horas seria extubado. No domingo de manhã, me informaram que ele estava com pneumonia e que seria feito quatorze dias de antibióticos. Ele ficou nove dias entubado. Teve icterícia e fez fototerapia. Ganhava peso devagar mas sempre ganhava um pouquinho. Durante a licença paternidade do meu marido eu só ia ao hospital de manhã, pois demorava muito para me acalmar depois. À noite ele ia acompanhado da minha mãe ou de algum outro parente que quisesse ir. Depois passei a ficar maior parte do dia na UTI, chorava durante horas ao lado da incubadora.

Após ser extubado, ficou alternando entre o CPAP e a campânula. Ouvia das médicas que seu pulmão estava inflamado, congestionado. Estava dependente do oxigênio. Ouvi pela primeira vez sobre broncodisplasia. Ainda teve uma infecção na ponta do catéter que estava dentro do coração, uma "vegetação" como a médica disse. Mais quatorze dias de antibióticos e ainda o perigo de se espalhar e fazer uma infecção generalizada. Ao final dos quatorze dias, a ecografia do coração mostrou que não havia mais vegetação e o catéter foi retirado.

Os dias foram passando e o Cauã continuava em oxigenoterapia. Quando começou a ser estimulado a mamar, piorou. Depois de 48 horas sem estímulo, voltou a melhorar e começou então um exercício de paciência... aumenta e diminui o O2 ... ele tinha muita dificuldade para mamar, era muito "cansadinho".

Com quarenta e cinco dias de UTI tivemos alta, com 2,545 quilos e 46 centímetros e um diagnóstico de broncodisplasia, que fazia do meu filho um bebê de risco pulmonar, o que me fez sair do meu emprego para cuidar do meu filho em casa, já que colocar na escolinha era arriscado.

Hoje, com seis meses, tem 6,200 quilos e 60 centímetros. Não teve nenhuma recaída, nem uma gripe ou dor de ouvido... graças a Deus... eu que estou me tratando psicologicamente do trauma, mas me sinto abençoada por ter meu filho lindo e saudável em casa.


Editado por Monica mãe de Beatriz

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