segunda-feira, 28 de março de 2011

Breno e mamãe Dátila em: Prematuro, a luta pela vida

Hoje teremos mais uma história, cheia de perseverança e espiritualidade, do Pequeno Guerreiro Breno. Mamãe Dátila conta seus 20 dias de UTI e a emocionante viagem entre Conceição de Macabu e Campos dos Goytacazes (ambas no Rio de Janeiro), quando ambulância quebrou.


"Olá, meu nome é Dátila e estou aqui pra relatar a história do meu milagrinho, pois é assim que chamo o meu Breno. Depois de 2 anos de casados resolvemos enfim engravidar, tentamos e logo descobrimos que estávamos grávidos.

Procuramos os melhores médicos, fizemos pesquisa de melhor hospital, fizemos todo o pré-natal certinho mas com 6 meses descobri que
estava com uma pequena infecção urinária. Fiz o tratamento e pensei então que havia curado a tal infecção, pois que nada... com 34 semanas senti uma dor embaixo da barriga. Corri ao médico pois aquilo nunca havia acontecido antes.

Chegando ao hospital, o médico me examinou e constatou que se eu demorasse mais uma hora ate chegar lá eu tinha perdido meu filho, pois não tinha mais nem uma gota de líquido amniótico...

No dia 29/07/10, nasce meu Pequeno Guerreiro, pesando 2,600 kg e 45 cm. Só pude ver meu filho no dia seguinte à tarde. A primeira vez que o vi foi por foto, todos os bebês que nasciam logo iam para o quarto ficar com os familiares e o meu não saia do berçário com aquele capacete pra respirar melhor...

Breno nasceu numa quinta à tarde, na sexta o pediatra que assistiu o parto chamou eu e meu esposo para conversarmos. Tremia toda de medo. Ele, entãos, nos disse que Breno havia nascido com dificuldades respiratórias, e precisava ir para uma UTI Neonatal. Quase morri de tanto chorar, acho que nunca vou me esquecer desse dia. No mesmo dia, lá se foi meu filho para a UTI Neo.

Detalhe, a única UTI Neonatal que aceitava nosso plano de saúde e onde havia vaga era em Campos dos Goytacazes, cidade há duas horas de viagem! Eu ainda estava no hospital, meu esposo o acompanhou na ambulância.

No meio da estrada, tudo deserto e escuro, o motor da ambulância parou. Meu esposo só chorava, Breno ficou roxinho, quase se foi nessa hora mas Deus é poderoso e logo enviaram outra no lugar.

Essa noite foi a pior de todas, não conseguia dormir de tanto sofrimento. No sábado recebi alta, saí do hospital vendo todas as mamães sorridentes com os seus bebês no colo e eu com um buquê de flores no lugar do meu filho.

Fui direto pra UTI Neonatal, nem passei em casa. Cahegando lá senti um misto de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Alegria em saber que ele estava lutando para respirar e tristeza em saber que tão cedo meu bebê não iria pra casa.

Assim se passaram 20 dias de sofrimento. Para as mamães de UTI, a melhora dos seus bebês significa menos fios conectados a eles, fiquei feliz ao imaginar que estava melhor! Quando recebi a notícia que ainda era um bebê grave, como um balde de água fria na minha alegria. Fiquei arrasada. Nessa altura eu já não acreditava mais em nada, vivia perguntando à Deus porque aquilo tinha que ter acontecido comigo.


Aprendi que Deus é o Senhor, e ele sabe todas as coisas, começou então a minha vontade de salvar meu filho... Na força do momento e disse a ela que ele iria sair dali em nome de Jesus! e saiu!

Hoje meu Breno tem 7 meses, é a minha riqueza, meu melhor presente, pessoinha que justifica minha existência!"


Editado por Monica mãe de Beatriz

Quer ler aqui a história de seu bebê? Mande um e-mail com fotos e autorização para: pequenosguerreiros@hotmail.com.
Todas as hstórias são editadas antes de serem postadas.
O Projeto Pequenos Guerreiros apoia a amamentação do prematuro ao seio.

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