quinta-feira, 17 de março de 2011

Ana Luiza e mamãe Mahyara em: Prematuro, a luta pela vida

Desde o início temos o plano de periodicamente colocarmos histórias dos nossos Pequenos Guerreiros para fortalecer ainda mais as famílias que passam pela situação no momento.

Desde que Beatriz nasceu e me abriu as portas para este mundo (muitas vezes dolorido) de UTI's, fui vendo que cada família, cada papai, cada mamãe reage diferente e se apóia na sua religiosidade, seja ela qual for.

Conheci Mahyara através do Orkut. Nossas babies ficaram na mesma maternidade, porém Ana saiu antes do nascimento da Bia. Segue abaixo um depoimento emocionante do nascimento apressadinho da dona Ana Luiza, cheio de amor e espiritualidade.

História de uma princesa chamada Ana Luiza

Me chamo Mahyara e sou mãe da Ana Luiza, vou contar aqui a história de mais uma Pequena Guerreira. Estava eu com 19 anos trabalhando e estudando, quando fui ao médico, pois estava me sentindo “diferente”. Ele pediu que eu fizesse o famoso BETA. Fiz o exame, no dia 07/10/2008 meu marido pegou o resultado, abrimos juntos e quando lemos POSITIVO, todas as emoções despertaram ao mesmo tempo. Logo contamos a todos os familiares!

Dia 14/10/2008 fizemos a primeira ecografia, vimos que era uma menina e que já estava com 17/18 semanas de gestação. Compramos as primeiras roupinhas, fiz o chá de bebê e tudo. Tudo corria bem, nunca tive nada, tanto que até demorei pra descobrir a gravidez.

Na ecografia do dia 02/12/2008 meu líquido amniótico estava pouco. Fiz outra ecografia dia 28/12/2008, o médico que fez o exame disse que meu líquido amniótico estava baixo. O resultado demorou muito pra sair. Então apareceu uma médica dizendo que ficaria internada.

Até aí tudo bem, coloquei aquele avental azul, fiz todo processo de internamento. Depois de algumas horas, meu médico disse que devido ao fato do líquido estar baixo, ficaria internada ate a neném nascer. Quando ele disse isso eu ri, chorei, tive medo, insegurança, tive tudo...

Passei o Ano Novo internada junto com meu marido. Dia 02/01/2009, uma sexta-feira pela manhã, meu médico veio acompanhado de uma enfermeira e me perguntou se eu sabia o porquê ela o acompanhava. Eu, inocente, disse que não. Ele logo respondeu: porque seu neném vai nascer agora.

Não tive reação, acompanhei a enfermeira até a sala de parto. Estava bem tranquila, parecia que não era comigo. Quando minha pequena estava quase nascendo, olhei para o lado e vi meu marido. Olhei para o outro lado e minha filha tinha acabado de nascer com 1.065 kg, 36,5 cm, às 11h38min horas. Nossa, foi uma emoção enorme ver uma pessoinha tão pequena e saber que era minha!

Fui para o quarto horas depois, estavam todos lá, marido, mãe, tia, sogra... todos!

Na primeira visita à UTI foram minha mãe e meu marido. Cheguei ao quarto só queria saber dela. Eles me falaram que ela era linda, disseram o tamanho e o peso, chorei muito. Como passei muito mal após o parto, fui conhecê-la só na visita no domingo à noite. Entrei na sala, perguntei onde ela estava e me disseram é aquela, eu chorava feito uma desesperada, pois a felicidade de ver que estava viva foi maior que tudo na minha vida.

Sonhamos com uma gravidez de 40 semanas, um neném de três e meio, mas quando a gente vê que com apenas 29 semanas o nosso bebezinho está vivo nossa a emoção vai a mil!

Enfrentamos 72 dias de UTI, indo todos os dias, acompanhando cada ganho de peso, cada olhadinha, cada momento, cada progresso. Foram dias felizes e dias tristes mas sabia que lá em cima tinha um DEUS. Desde o primeiro dia eu disse a DEUS, se ela nasceu viva e está aqui é para toda minha vida.
Dia 15/03/2009 ela teve alta. Foi um dia mágico! Algo surreal! Viemos para casa e junto conosco todas as dúvidas, a insegurança e os medos.

Dia 22/03/2009 fui à pediatra numa consulta de rotina. Ana Luiza chorou muito e eu fui acalmando. Quando vi, Dra Gislayne levantou depressa da cadeira. Ela estava ficando azul e roxa com os lábios escuros. Fez uma apneia. Como DEUS é grande, aconteceu na frente da médica. Nunca tinha visto aquilo na minha vida, e o pior na minha filha. A Dra a fez voltar e chamou uma ambulância. Enquanto estava a caminho, uma mãe fez uma oração linda. Disse-me que ela ficaria grande e que ainda me orgulharia muito dela. Retornamos à UTI. Foi o dia que mais chorei em toda minha vida. Na ambulância, com minha filha no colo, um momento de muita dor. Contar aquela situação ao pai dela não foi nada fácil.

Foram mais oito dias de internamento e finalmente dia 30/03/2009, no dia do meu aniversário, ela teve alta novamente. O melhor presente da minha vida!

Fiquei muito traumatizada com a apneia. Não a deixava chorar. Se ficasse quieta, já estava cutucando!

Hoje ela está com 2 anos e 2 meses, está linda, grande, esperta, aprontona, inteligente... e já começou frequentar a escolinha!

Os dias de UTI não foram fáceis. Porém foi uma parte da nossa história onde aprendemos muito. Tivemos a certeza que DEUS existe e existe mesmo, hoje somos muito felizes por termos uma filha vitoriosa e lutadora. Lutou pela vida e venceu todos os obstáculos. Agradecemos primeiramente a DEUS, aos médicos, à Dra Gislayne, às enfermeiras, às orações, aos familiares, aos amigos, agradecemos a todos pela força.
Hoje, vendo tudo que ela passou, vejo que ela é mais forte que eu, pois lutou todo o tempo pela vida.

Algumas palavras da avó materna – Cleide Carvalho
“Nunca imaginei sentir tudo ao mesmo tempo, medo, alegria, angustia, insegurança, felicidade. Aprendi a ter calma, esperar e acreditar. Essa pequena veio para fazer a diferença, nos ensinar a trazer a essência de Deus, que é o amor. Todos da família, amigos unidos pela oração e um sentimento. Não tenho palavras para agradecer a essa guerreira que nos ensinou a lutar sem medo de ser feliz”.

Depoimento editado por Monica mamãe de Beatriz
Autorizado e enviado por e-mail.

***a imagem encaminhada ao site Ocioso foi encontrada em ferramentas de busca e NÃO É da Pequena Guerreira Ana Luiza, é meramente ilustrativa

3 comentários:

  1. Que história linda. Sou uma mãe desesperada pois minha filha nasceu de 27 semanas e está na UTI, mas acredito em Deus que tudo vai dá certo para minha Luísa.

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  2. Temos que acreditar, e muita fé em Deus. É uma batalha difícil, aos nossos olhos , Mas Deus na sua misericordia nos ajuda a vencer.

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  3. meu nome é Pâmella eu sou mãe da Maria Luiza e acho interesante essas historias, historias as quais so passei a ler depois que passei 120dias com a Maria Luiza na UTI. E quando lemos prestamos atenção a fundo vemos que Deus deixa varios milagres espalhados pelo mundo e tem gente que tem coragem de dizer que Deus não existe.

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